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A Associação Montalegre Com Vida aproveitou a visita da secretária de Estado da Valorização do Interior à região para alertar que “há um risco real de perder o selo de Património Agrícola Mundial” porque “é impossível coabitar uma mina com o património mundial e com os nossos produtos”. 

Hoje a Associação Montalegre Com Vida ofereceu um cesto com produtos produzidos na nossa terra, à Secretária de Estado...

Publicado por Montalegre Com Vida em Quarta-feira, 29 de julho de 2020

Segundo a Lusa, a Associação Montalegre Com Vida alertou a secretária de Estado da Valorização do Interior, que visitou a região ontem, dia 29 de julho, que a exploração mineira na freguesia de Morgade, no concelho de Montalegre, não é compatível com selo de Património Agrícola Mundial. 

O objetivo desta iniciativa foi “mais uma vez, chamar a atenção. Somos contra a mina, porque vai destruir tudo isto que nós temos”, disse Armando Pinto, presidente da associação. Durante a ação, conseguiram-se observar vários cartazes com mensagens como “Não à mina, sim à vida” e “Morte do Barroso” e foi oferecido, à secretária de Estado, um cabaz com produtos locais como a água de Carvalhelhos, pão de centeio, mel, milho, batata e fumeiro. 

Estes produtos “representam a nossa verdadeira identidade. Somos Património Agrícola Mundial e queremos continuar a ser. É desta forma que queremos ser conhecidos e não como uma região de minas. É, mais uma vez, uma chamada de atenção para o nosso governo”, frisou Armando Pinto. 

Em 2018, Montalegre e Boticas, foram distinguidas com o selo Património Agrícola Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mas a mina do Romano (Sepeda), que abrange as aldeias de Morgade, Carvalhais e Rebordelo, pode retirar esta distinção à região, de acordo com a Associação Montalegre Com Vida. 

Questionada pelos jornalistas presentes, a secretária de Estado, disse que “é preciso pensar a longo prazo o caminho que queremos seguir. Esse caminho é feito não só pelo Governo, mas certamente também pela população e pelas autarquias e, todos juntos, é que temos que pensar que futuro é que queremos para os territórios”. A visita realizada à região teve como objetivo conhecer o local onde vai ser instalado um centro de dinamização do Património Agrícola Mundial e terá um valor de 900 mil euros. 

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