O Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) tem sido importante para aumentar o número de pessoas que utilizam transportes públicos. No entanto, no interior é por vezes difícil aplicar o programa, devido à falta de oferta e às características do território, alerta a deputada Isabel Pires.

Numa audição ao Ministro do Ambiente e da Ação Climática sobre a política geral do ministério, no âmbito da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, a deputada Isabel Pires, do Bloco de Esquerda, numa intervenção sobre o PART, defendeu que as características quer da oferta, quer das populações do interior são muito diferentes das das áreas metropolitanas, por isso “tem que haver aqui uma diferença grande na forma como se olha para estes territórios”.

“Sobre a operacionalização do próprio PART algumas comunidades intermunicipais, nomeadamente aquelas que estão mais na região do interior do país, também têm sido aquelas que […] nos têm preocupado muito” pela dificuldade “que é a articulação entre o PART e o PROTransP e a questão da oferta […] porque nas regiões do interior a questão da oferta é uma das grande preocupações”, salientou.

A avaliação do PART demonstra que o mesmo tem sido uma ferramenta  essencial para aumentar o número de pessoas que utilizam o transporte público, bem como que tem trazido benefícios ambientais, no entanto esta é uma avaliação que se circunscreve às Áreas Metropolitanas.

“O Governo anunciou que irá alterar os critérios do PART, nomeadamente para ter em conta movimentos pendulares entre áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais. o Bloco de Esquerda já o tinha proposto em novembro de 2019, nomeadamente com a integração dos passes da CP”, lembrou Isabel Pires na sua página de Facebook.

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