A Assembleia da República debate em reunião plenária, esta quinta-feira, dia 3 de dezembro, a “Petição de repúdio e exigência de que se trave e abandone a anunciada criação do “Museu Salazar”, com esse ou outro nome, em Santa Comba Dão”.

A petição, da iniciativa da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), condena “o objectivo prosseguido, de sediar em Santa Comba Dão um “museu” ao ditador, adoptando a designação de “Centro de Interpretação do Estado Novo”, projecto que a Assembleia da República já condenou em 2007 e agora, de novo, o reafirma na Comissão Permanente reunida a 11 de Setembro de 2019”.

A URAP, tendo em conta o crescimento de “forças fascistas e fascizantes” por toda a Europa, expõe que a criação do museu anunciado em Santa Comba Dão, “não será apenas um depósito do espólio do ditador Salazar, mas um centro de conspiração contra a Democracia e o Portugal de Abril.”

Sublinha ainda que o museu não será um local de estudo ou um centro interpretativo, como entendem os seus defensores, “mas sim um instrumento para congregar saudosistas do passado e assumir-se como centro de divulgação e acção enquadradas na matriz corporativa/fascista”.

Para fazer a história do Estado Novo, a URAP defende que “existem já os baluartes e projecto da resistência e luta pela Liberdade em Peniche, no Aljube e outros deverão ser abertos, como a antiga cadeia da PIDE na Rua do Heroísmo, no Porto.”

A iniciativa foi entregue em fevereiro deste ano com 11.154 assinaturas de “cidadãs e cidadãos, democratas de diferentes sensibilidades, profissões e regiões”.

 

 

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