A empresa Sandra Soutilha Gonçalves, Unipessoal, Lda., sediada em Castelo Branco, não paga há dois meses os salários às suas trabalhadoras. Os salários têm sido “pagos a conta gotas” desde o início da pandemia.

Já em janeiro deste ano, o Núcleo Concelhio de Castelo Branco do Bloco de Esquerda solicitou uma reunião com a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho – Centro Local da Beira Interior), tendo como objetivo discutir uma resolução para esta situação.

Na altura, segundo comunicado do Bloco, “foi confirmado pela a ACT que existiam salários em atraso, como também parte do subsídio de Natal.” 

A ACT informou ainda que foi adotado um procedimento inspetivo “notificação para apuramento de quantias em dívida”. Sendo, porém, expectável que, devido à situação pandémica a situação de dívida se mantivesse. No entanto, a situação foi regularizada pela empresa.

A 29 de maio, o Núcleo Concelhio do Bloco solicitou uma nova reunião com a ACT, uma vez que as trabalhadoras se vêem novamente numa situação de salários em atraso.

“O Bloco compreende a difícil situação que as pequenas e micro empresas estão a atravessar devido à pandemia da covid-19, mas as trabalhadoras acabam por ser sempre as mais prejudicadas no meio desta situação”, defendem no comunicado. 

“O Bloco considera esta situação insustentável para as trabalhadoras, que se mantêm a trabalhar sem receber qualquer remuneração, e apelamos a uma rápida resolução deste conflito”, rematam.

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