Trás-os-Montes: Agricultores preocupados com o escoamento dos produtos

As feiras e mercados começaram tendencialmente a abrir na região, no entanto, com o menor número de pessoas a frequentar estes locais, é também menor a quantidade de produto vendido. Esta situação preocupa os produtores de hortícolas e frutícolas, que têm receio de não conseguir vender a totalidade da produção.

Em declarações à rádio brigantia, José Almendra, presidente da Associação de Agricultores do Vale da Vilariça refere que “mesmo com o desconfinamento, até agora só poucos mercados estão a trabalhar. Isso causa constrangimentos na venda. Frutos, como cereja e damasco, estão já a ser colhidos. Aguentam muito pouco tempo e a maioria dos mercados ainda não está a funcionar, por isso muitos frutos não vão ser vendidos”.

Com as contingências inerentes à pandemia estão também a aumentar as hortas de cultivo próprio, o que levou a um aumento da venda de plantas. Sandra Luciano, de Cabanelas, concelho de Mirandela refere à rádio brigantia que “Quem vai para comprar, compra. Porque as pessoas têm medo que não chegue e pode haver uma crise de fome. Quem levava um molho ou dois, agora leva três ou quatro”.

No que respeita à produção de cereja a situação não é melhor. Para Adriano Andrade do concelho de Alfândega da Fé recorda o aumento dos gastos com a necessidade de aumentar as condições de segurança com a compra de máscaras, luvas e outros produtos de higiene. No entanto, a maior preocupação prende-se com a distribuição. 

“Tínhamos vários clientes, nomeadamente vendedores a retalho na zona de Aveiro e vamos ter alguma dificuldade, pelo que tivemos de diversificar. Estamos a fazer contactos para conseguir novos clientes e vender toda a produção”

Escrito por JL

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