Com o reforço necessário nos transportes escolares devido à covid-19, os custos com o transporte escolar aumentou e a logística complicou-se, principalmente no interior. Em Vinhais estima-se que as despesas sejam mais do dobro do que me 2019.

Segundo notícia do Jornal de Notícias (JN), para garantir o limite de lotação de dois terços, a Câmara espera gastar este ano mais de 350 mil euros, mais do dobro do ano passado, só para garantir transporte a todos os alunos. Este é um problema que se intensifica no interior do país, onde há estudantes separados das escolas por muitos quilómetros.

A complexa operação logística montada em Vinhais, que inclui táxis, carrinhas e autocarros a fazer desdobramentos, com o apoio da GNR à chegada, não garante, mesmo assim, que todos os alunos cheguem a tempo às aulas. Os atrasos são compensados com 20 minutos no final do dia, acabando as crianças por acordar mais cedo e chegar a casa mais tarde, o que poderá piorar no inverno.

A realidade noutros municípios da CIM Terras de Trás-os-Montes é diferente. Em Miranda do Douro, por exemplo, a Câmara criou 24 circuitos com viaturas maiores que permitem, se necessário, viajar de pé, e muitos pais ainda estão a levar os filhos às escolas, segundo o JN.

Nas restantes CIM do interior o transporte estará a “realizar-se com normalidade”, segundo regista o JN, mas ainda com contas por fazer. Viseu, Dão, Lafões ajustou os circuitos, sendo pontual a necessidade de desdobramento. A CIM da Beira Baixa reajustou os horários e a CIM Douro procurou negociar com os operadores para diminuir custos.

 

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