As obras no Mercado 2 de Maio em Viseu, que prevêem a cobertura da praça com painéis fotovoltaicos, avançam apesar da contestação que têm causado e da petição de abrangência nacional que está a decorrer. Também a oposição já se manifestou contra a decisão do executivo do PSD.

Um movimento cívico nacional está a promover uma petição contra o que classifica como um “atentado patrimonial” na Praça 2 de Maio, em Viseu. As obras que a autarquia viseense pretende levar a cabo desrespeitam o projecto de Álvaro Siza.

A carta aberta da petição, divulgada com o conhecimento de Álvaro Siza, pede ao Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, que revogue a decisão de executar o projecto de alteração e cobertura da Praça 2 de Maio.

Também o Bloco de Esquerda, CDU, PS e CDS apresentaram, na Assembleia Municipal do passado dia 26 de fevereiro, uma moção conjunta unindo-se ao movimento cívico nacional que contesta a cobertura da praça, no centro da cidade de Viseu. 

A Deputada do Bloco defendeu que “um centro histórico vivo tem de ter as crianças a brincar nas praças e não colocar já uma dívida (a juntar às outras) de 4,3 milhões às suas costas. Não será esta cobertura a ressuscitar o nosso centro histórico”, frisou, acrescentando que “nunca é tarde para a cidadania, e por isso nos associámos ao Movimento Nacional para a Defesa do Mercado 2 de Maio”.

Situada no centro da cidade de Viseu, entre o Adro da Sé e o Rossio, a Praça 2 de Maio albergou durante mais de um século o mercado de Viseu, tendo sido transformada nos anos 90 num espaço aberto à cidade através de um projeto dos arquitectos Álvaro Siza e António Madureira.

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