Foto por Tschubby - Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=87879925

No concelho de Vila Real, os apoios públicos anunciados não vão chegando a tempo e serão sempre insuficientes.

Os Vilarealenses que se encontram em situações de vulnerabilidade social necessitam de um conjunto de serviços ou equipamentos sociais que têm como objetivo ajudar as pessoas e famílias mais carenciadas, promovendo a sua autoestima e autonomia e prevenindo situações de exclusão. 

Estas respostas devem ser diversificadas, desde centros comunitários, cantinas sociais, centro de apoio à vida, comunidades de inserção, centro de alojamento temporário, ajuda alimentar, acompanhamento jurídico até ao estímulo de grupos de autoajuda.

Existe uma profunda conexão entre pobreza e doença que funciona de forma bidirecional e por isso, qualquer estratégia de combate às desigualdades em saúde tem de ter em conta a necessidade de “nivelar por cima”.

Na manutenção da saúde, estamos dependentes uns dos outros. 

Vila Real já soube o que era uma resposta deste género, o CAJ-Centro de Atendimento a Jovens, este é mais um serviço que é essencial no apoio ao planeamento familiar dos jovens, assente no atendimento psicológico. 

Os presidentes das câmaras e das juntas de freguesia têm fechado os olhos (muitas vezes com interesses económicos por trás) a esta terrível realidade. Um presidente de câmara e de junta de freguesia, quando tomam posse, devem assumir o compromisso de ajudar e proteger todas as cidadãs e todos os cidadãos.

O desafio que se coloca é de resiliência e abrange as populações da cidade e das aldeias no seu todo. Mais que uma simples adaptação, exige de todos nós solidariedade, persistência, capacidade de inovação e disponibilidade para tirar “lições” do que estamos a viver.

É necessário repensar o bem-estar e a saúde dos nossos concidadãos. O Bloco de Esquerda está empenhado em construir um programa solidário e inovador que procure encontrar estratégias para pôr fim a uma pandemia que teima em não acabar: a pandemia da desigualdade dentro e entre gerações.

 

Vila Real – Por uma vida mais digna, Parte I

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Nasceu e cresceu em Vila Real. Psicóloga de formação. Desde cedo, manifestou interesse pelas questões sociais e políticas. Ativista pelos Direitos Humanos, integrou o Movimento “Que se Lixe a Troika”, coopera com a Rede 8 de Março entre outros movimentos/colectivos nacionais e locais. É Co-Fundadora e membro activo da Catarse-Movimento Social.

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