Invertem-se os tempos, extinguem-se as vontades – Parte III

“ética meritocrática: se o merecedor não é responsável por aquilo que está fora do seu âmbito, se não é obrigado a edificar um colectivo mais igualitário, qual é o seu verdadeiro mérito se todas as suas ações dependem do agricultor que o alimenta até ao técnico que se arrisca por manter as linhas elétricas? Que merecedor sem responsabilidade é aquele que é rico devido a um monte empilhado de mãos cortadas de crianças inglesas? Que oficial militar condecorado não tem responsabilidade pelo bem-estar da sociedade que fabrica jovens para o seu comando? Que herói de guerra o é, alimentado através de ração de combate anteriormente produzida por um camponês que nunca recebeu mérito por permitir ao general, ao doutorado e ao político estarem livres do trabalho árduo do campo? Ninguém deverá aguardar eticamente pelo despertar da consciência no seio de humanos que descartam uma máscara de proteção individual e recusam o cinto de segurança no automóvel: se nem a sua própria conservação os motiva a agir corretamente, o que os irá motivar a proteger os outros?”
By Lewis Hine - U.S. National Archives and Records Administration, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16898321
Crianças trabalhadoras numa mina nos EUA em 1912. Por Lewis Hine – U.S. National Archives and Records Administration. Domínio Público. (https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16898321)

Neste longo caminho em que tento percorrer o mundo onde fui obrigado a tornar-me algo, com uma certa intelectualidade, função útil e experiências emocionais que despoletem necessidades em mim que me distraiam do poder vigente, já percorri nestes artigos um desabafo sobre a meritocracia e a selvajaria, o Utilitarismo no Pensamento que domina a nossa conduta e o utilitarismo na ação europeia que criou terrores nos novos mundos. Introduzi o fundamentalismo ideológico, agora chegou a altura de explorar cronologicamente diferentes fundamentalismos que nos influenciaram até à edificação do mundo moderno e que o mantêm.

Vou tentar restringir-me a uma cronologia linear, mas por vezes o tempo inverte-se e as vontades evolutivas extinguem-se em necessidades conservadoras. Alerto o leitor para um lado bem negro da nossa história agora narrada nestes próximos parágrafos. Começo por questionar, que ideologia dominava o mundo contemporâneo de Colombo? A predação de recursos para sustentar o poder individual, com total frieza perante danos colaterais em múltiplos povos Humanos (mais uma vez, a fauna e flora nunca é tida em conta); o mesmo encontramos em civilizações antigas; talvez, como Yuval Harari explica, só os nossos antepassados recolectores viveram em comunidade (acrescento que esta é a verdadeira experiência de comunismo). É também Harari que, numa linguagem irónica, evidencia a primeira escalada social aquando da chamada “revolução agrícola”, onde os que queriam escapar do trabalho árduo do campo, formulavam realidades imaginadas de proteção do espaço da tribo e guerras políticas para representar o povo trabalhador no campo. Por muitas ambições no tempo que queimaram almas em guerra, a Humanidade progride no seu empreendimento agrícola. Civilizações forjadas e destruídas, casas erguidas e povos extintos das suas culturas e lembranças, o mundo Humano avança acidentalmente pelos resultados de diversas jogadas entre oponentes. Curiosidades sobre o império romano: ausência de racismo, existindo apenas o acto primitivo de os escravos serem provenientes de povos conquistados – era possível encontrar um senhorio de cor escura, outro de cor clara, havia até escravos que conquistavam a liberdade – e a classificação dos bretões (os antepassados dos britânicos) por parte de Marco Cícero (um grande orador e escritor romano) como sendo os escravos “mais feios e estúpidos, criaturas incapazes de apreciar ou aprender música e outras capacidades”; questiono-me, que monstro os europeus medievais exploradores do novo mundo criaram? A segregação racial e o predador meritocrático.

É uma cortina de ferro o estado psicológico dos europeus medievais, restando a especulação por existência de delírios mentais em massa e uma grande crueldade alimentada por um complexo de inferioridade (os ingleses provavelmente recordavam Cícero, como uma lenda, humilhando o seu povo). Para mim foi um choque descobrir que a maioria da população do Haiti não é nativa da ilha, são os descendentes de escravos de grandes plantações e extrações coloniais, os nativos foram chacinados nas mãos de Colombo e seus companheiros através de torturas, violações, trabalho forçado até à morte, tudo em nome do ouro, bebés nascidos de escravas eram atirados para cães esfomeados(1) e os escravos revoltados, ou que não cumpriam metas de produtividade, arriscavam a perda de alguma parte do seu corpo para depois serem forçados a uma “caminhada da vergonha” com o pedaço do seu corpo nas mãos. Inicia-se o maior holocausto das populações americanas e africanas de sempre. Reza a lenda que, quando um padre espanhol assiste à chacina desumana pela primeira vez, o seu estado de choque o leva a confrontar os seus superiores eclesiásticos para proteger aqueles Humanos nativos do novo mundo; pois bem, o clero espanhol declara que os nativos das Américas são Humanos impuros pelo que não devem ser escravizados (relembro o dogma de que Jesus de Nazaré era branco), no entanto os africanos são uma espécie selvagem parecida com os Humanos. Entre a tese de que os escravos africanos resistiam às doenças europeias e os americanos não, até à romantização de um padre com poder para alterar o rumo da governação predatória, a verdade que persiste define pelo menos doze milhões de escravizados no chamado “progresso” civilizacional, o utilitarismo na ação permitido por uma narrativa imaginária de separação racial, o utilitarismo no pensamento.

Aquele que é exaltado como louco por visualizar imagens sobrenaturais não é diferente daquele que confia cegamente em opiniões fabricadas, mas o segundo comete atrocidades em massa em consequência da sua creditação em absurdos, tal como Voltaire observou no comportamento do ideologista cego. No passado, li opiniões contra quem tenta denunciar o “Poder subtil” (definido por Foucault), acusando o denunciador de usar “vestes de intelectualidade desarmada” (aquele que expressa intelectualidade crítica sobre o seu regime democrático, fica desarmado para se defender da acusação de supostamente ser apoiante de regimes autocráticos) devido a ser admirador de regimes opressores ao criticar o seu regime democrático – mais uma vez, a definição reducionista e binária de “nós” e os “outros” decapita muitas cabeças pensantes para a evolução colectiva; torna-se clara a tese psicológica de que o Humano tem tendência a ridicularizar, a expulsar, a prender, a assassinar todos aqueles que apresentam perspectivas opostas às suas emoções; quando opostas às suas lógicas, finalmente poderão ser vistas como alimento ao diálogo pela verdade, a grande ceia do iluminismo. A tal “intelectualidade desarmada” é uma espécie de ataque ad hominem fracturado (não se entende quem é o sujeito agredido nem o porquê do agressor ser violento), expira um ar de revolta lógica contra os delatores das imperfeições sociais democratas, mas inspira um ar emocional que alimenta as suas convicções reducionistas; obviamente que um crítico de uma sociedade livre não implica o desejo de viver num regime autocrático, estará sim a respeitar dois princípios de quem está em busca de conhecimento válido: compreender a perspectiva do “outro” e os seus “porquês” e emanar uma vontade lógica por ver a civilização, onde se encontra livre para a criticar, continuar o processo evolutivo de equilíbrio entre todos os seus integrantes; quem critica uma elite, seja ela económica seja ela de poder militar, pretende desbravar um caminho desconhecido – para uma espécie tribal e hierárquica – de encontro a uma nova forma de conviver em comando horizontalizado. Vieses e reducionismos causais são névoas mentais de quem silencia as suas lógicas e desperta as suas emoções iludidas em pseudo-lógicas. A lógica dita a sobrevivência quando toda a tribo se direciona calma e ignorantemente para o abismo, mas a emoção reclama o controlo biológico por se comportar igual aos seus semelhantes. 

Encontro-me numa autêntica desilusão com o Humanismo ao observar o Humano ocidental a ignorar, plenamente consciente das suas emoções, as guerras no Médio Oriente ou em África, ficando finalmente comovido com uma guerra no espaço europeu. Elogio o grande apoio mundial à Ucrânia, fico triste por todo esse grande apoio; por todo o lado leio opiniões selvagens contra a Rússia enquanto Israel realiza um apartheid ao povo palestiniano ou tenta anexar um território da Síria. Num canal de comunicação social americano, descrevem-se as diversas guerras na Líbia, Síria, entre outros territórios, e, confiantes, acrescentam que agora na Ucrânia é realmente grave porque são um povo “semicivilizado”(2) – portanto, no médio oriente são Humanos selvagens loucos, na Ucrânia são Humanos parecidos com os ocidentais, mas ainda não são meritocráticos; serei antissemita por criticar Israel? Pelo mesmo raciocínio, sou anticristão por criticar o meu próprio Estado português? Existe um clima de desinformação e polarização fortemente tóxicos no smog urbano que nos mata lentamente. O simples escrito “leio opiniões selvagens contra a Rússia” levará muitos leitores a revoltarem-se contra mim como “apoiante da Rússia” – recordando o dilema “nós” e os “outros” – quando apenas construí uma figura de estilo para a complacência com Israel e os seus actos cruéis.

Quem narra histórias possui o poder de fabricar verdades. O bom uso desse poder pode construir verdadeiras verdades (epistemologicamente válidas), o mau uso permite a prática da manipulação colectiva. 1984 de George Orwell é o apogeu do medo moderno – uma ditadura do pensamento controlará as nossas vivências diárias – ignorando-se conveniente “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley: é na distopia de Huxley que encontro o actual mundo moderno, onde, existindo um consentimento colectivo para a selvajaria da meritocracia neoliberal, somos os nossos próprios opressores dopados em vontades animais por possuir coisas e libertar as nossas vontades perversas, drogados em medicamentos quando oprimidos pela selvajaria dos outros, fugidios da vontade de pensar, rotulando tudo como não sendo nem verdadeiro nem falso, apenas versões da realidade numa anarquia opinativa sustentada no grande valor da liberdade líquida moderna.

Como escrevi anteriormente, por vezes a lógica reflexiva não permite uma cronologia temporal linear do sentido ideológico ocidental; voltarei agora para onde fiquei no passado. Doze milhões, é este o número de Humanos desconhecidos escravizados e, as suas ossadas, o sustento dos pilares do mundo moderno. O comércio de escravos era o negócio mais lucrativo. Um simples grupo de Humanos acorrentados servia como bens assegurados para requisitar um empréstimo financeiro – portanto, a ideologia fria do capital era permissiva com a crueldade desumana. A igreja consentiu (tal como torturou e queimou mulheres em acusações por serem consumidoras de chás); as primeiras grandes corporações a vingarem na primeira bolsa de valores cresciam capitalmente, não só as organizações, mas também os investidores, ignorando o inferno do trabalho escravo por debaixo dos seus palácios(3) (a companhia holandesa das Índias Orientais é a iniciação ao corporativismo). Até este ponto, muitos se salvarão pelo pensamento do ignorante europeu e a sua errada visão de distintas espécies humanas, em que a maioria dessas espécies era inferior, logo escravizadas, abrindo-se à libertação para o apogeu do capital, a grande ideologia que salvou o mundo ocidental da doença e da fome; o mesmo direi eu quando pretendo estar de férias e não pensar em nada: como era bom não existir escravatura moderna, haver água abundante sem alterações climáticas, circular livremente sem excitadores da minha empatia que me conduz a uma depressão existencial. A classe dominante britânica classificou escoceses e irlandeses como raças inferiores, declarações feitas já no início do séc. XX; é também a classe dominante britânica a ser permissiva com o trabalho infantil desfigurador e a destruição do pequeno negócio; analisemos por exemplo, o movimento Ludismo no início do séc. XIX, no Reino Unido. Este movimento representa o início do declínio do pequeno negócio: os donos de pequenas lojas de tecelagem fecham devido aos produtos mais baratos provenientes das grandes fábricas e, começando a sua jornada de procura por emprego, encontraram-se numa armadilha de declínio no emprego disponível devido ao advento da máquina; com a perda do seu negócio e sem emprego disponível, iniciam um movimento de destruição da maquinaria; devido ao caos gerado, os líderes do movimento foram enforcados a mando dos grandes industriais. Karl Marx e Friedrich Engels são meros observadores empáticos do caos social britânico: crianças em grandes fábricas cortam acidentalmente as suas mãos, “só” para nunca mais conseguirem trabalhar, sem mãos para escapar da miséria; trabalhadores mineiros e em indústrias químicas morrem demasiado cedo por falta de equipamento de proteção, condenando a sua herança genética à extinção. Engels, filho de um industrial rico, urge a sua empatia contra a sua riqueza industrial – nem o assassinato do seu próprio conforto consegue abrir os olhos para o verdadeiro manifesto comunista, abrir os olhos para a propaganda manipuladora até aos dias de hoje sobre um falso comunismo?

Na revolução industrial, a máquina de propaganda urbana seduzia crianças e jovens a fugir da “ditadura familiar” para o grande tecido urbano e industrial onde ninguém irá vigiar as suas vidas pessoais. Quantas crianças cortaram as suas mãos nas primeiras fábricas, sobrando a miséria por não conseguirem voltar a trabalhar? Tudo o que escrevi até agora será a crueldade de uma ideologia sanguinária? É pior, é uma ideologia fria, onde as emoções são descartadas pelo vício do crescimento dos mercados de capital e apenas números imaginários são desejados; é uma ideologia fria e obtém o seu sustento através de um império de capital e protege-se por detrás de uma moral utilitarista e meritocrática. John Stuart Mill (filósofo, pai do utilitarismo) provavelmente só queria encontrar um objectivo comum para todas as classes sociais, mas a falta de um contracto social igualitário conduziu os plebeus à fumaça das grandes fábricas utilitárias. Novamente, estarei a ser condenado como cuspidor no próprio prato onde como, o prato do conforto ocidental, o privilégio de pertencer ao mundo desenvolvido, novamente a divisão binária entre o “nós” e os “outros”.

 Qual é a hegemonia dos europeus medievais e primeiros industriais? A pirâmide do grande capital, as instituições de ensino para o mercado de trabalho e a máquina de propaganda de que todos podem ser ricos desde que sejam merecedores de tal riqueza, simulando uma escassez material para manter uma espécie de “Jogos da Fome”(4). Situando-me cronologicamente no séc. XIX, é também no seu início que, estranhamente, o Rei George III do Império Britânico decide abolir a escravatura e, para tal, necessitou de usar dinheiro dos contribuintes para compensar financeiramente os grandes traficantes de escravos, portanto os perpetuadores viveram sem qualquer penitência sobre os seus crimes; o valor necessário para compensar os esclavagistas era tal, que o valor no orçamento do estado representava 40% dos gastos – relembro que este valor era para compensações, não para os escravos conseguirem sustentar-se numa integração social – sendo um valor tão oneroso que foi prometido ser pago em prestações e, admire-se o leitor, só terminaram o pagamento em 2015 pelo que há descendentes que ainda receberam compensações pelo passado horrível dos seus avós e bisavós(5). A revolução industrial, alimentada por uma enorme oferta de matéria-prima extraída nas mãos de escravos até ao seu processamento por mão-de-obra miserável por falta de condições, e a hegemonia europeia ofereceram o poder para dividir África, como uma espécie de jogo para cavalheiros europeus testarem as suas capacidades de estratégia. No Congo, os nativos foram obrigados pelos europeus a colher o fruto que permite o fabrico da borracha; se a produtividade definida não era cumprida, as mãos eram cortadas como símbolo ameaçador para os outros, acto este praticado já no séc. XX com a escravatura abolida (6), acto esse em concordância com o praticado a outros trabalhadores africanos de diversas corporações, assassinados após as obras serem terminadas. Alguém consegue explicar-me como é que ambientalistas no mundo moderno são pregadores de ideologias sanguinárias?

Mas, estou em dívida para com o leitor recordar o problema árduo na ética meritocrática: se o merecedor não é responsável por aquilo que está fora do seu âmbito, se não é obrigado a edificar um colectivo mais igualitário, qual é o seu verdadeiro mérito se todas as suas ações dependem do agricultor que o alimenta até ao técnico que se arrisca por manter as linhas elétricas? Que merecedor sem responsabilidade é aquele que é rico devido a um monte empilhado de mãos cortadas de crianças inglesas? Que oficial militar condecorado não tem responsabilidade pelo bem-estar da sociedade que fabrica jovens para o seu comando? Que herói de guerra o é, alimentado através de ração de combate anteriormente produzida por um camponês que nunca recebeu mérito por permitir ao general, ao doutorado e ao político estarem livres do trabalho árduo do campo? Ninguém deverá aguardar eticamente pelo despertar da consciência no seio de humanos que descartam uma máscara de proteção individual e recusam o cinto de segurança no automóvel: se nem a sua própria conservação os motiva a agir corretamente, o que os irá motivar a proteger os outros? Ter esperança por autorregulação ética é a utopia mais elevada, se nem o sistema de ensino motiva a uma sociedade inclusiva e tolerante, onde tais poucas tentativas de evolução colectiva são logo acusadas de “policiamento do pensamento” e “ditadura das minorias”. Farei agora uma pausa nestes horrores do nosso passado, os irei concluir no início da próxima parte como introdução às falaciosamente declaradas “ideologias sanguinárias”. Explorarei as ditaduras do séc. XX e o legado para o mundo actual no séc. XXI.

Bibliografia:

  • “Manifesto Comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels
  • “O Declínio e a Queda do Império Britânico” de Piers Brendon
  • “Vigiar e Punir” de Michel Foucault

Links úteis:

  1. A história ignorada, mas real de Colombo
  2. Observação racista perante o povo ucraniano na comunicação social americana
  3. Detalhes sobre as actuações da Companhia Holandesa das Índias Orientais
  4. Obra de ficção sobre a opressão de uma classe dominante e a distração meritocrática através de jogos de competição
  5. Compensações aos esclavagistas só terminaram em 2015
  6. As consequências horríveis do passado tóxico da borracha
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Nasci, cresci e vivo nos planaltos de Vila Maior, São Pedro do Sul, distrito de Viseu com vista privilegiada para diversas cordilheiras montanhosas. Comecei a escrever poesia em 2005 como forma de escapar à realidade pesada da minha timidez. A natureza, o primeiro fogo da paixão e a necessidade de exprimir injustiças sociais despertaram a minha mão esquerda a escrever como se a minha existência dependesse de tal ação. Enquanto adulto, comecei por trabalhar muito cedo, fui pai muito novo e de todo um tumulto social renasce uma paixão: pensar sobre o que me rodeia, mas em vez de definhar decidi filosofar e nunca mais parei até hoje. Nasceram dois livros de poesia, “Mente (des)Concertante” por parte da editora Poesia Fã Clube e “O Fluxo da Vida” editado na plataforma Amazon. Só mais tarde, licenciei-me em Engenharia Informática pelo Politécnico de Viseu em 2017. Atualmente entre programar computadores e linguagem humana para conseguir alcançar uma transformação social pela filosofia, sou pai, marido, filho e agricultor como forma de alimentar corpo e alma. Estou pela primeira vez a romper a minha timidez e a expor-me nos meios de comunicação social e em comunidades literárias.

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