Foto por Elisha.wolf, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons

Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) associa-se ao movimento cívico “Uivo – Por uma Reserva da Biosfera Meseta Ibérica livre de minas”, contra a mina espanhola do Valtreixal, em Calabor, a poucos quilómetros da fronteira com o Parque Natural de Montesinho.

A AEPGA frisa que, apesar de todas as qualidades do “Reino Maravilhoso” que é o Parque Natural do Montesinho, este não está “imune à destruição e à imposição de modelos de desenvolvimento económicos assentes no imediatismo da extração desenfreada dos recursos naturais.”

Nesse sentido, a Associação associou-se ao Uivo, um grupo, formado em janeiro deste ano, de cidadãos residentes ou ligados afectivamente ao Parque de Montesinho, “preocupados com a crescente certeza da construção da mina”.

A mina espanhola a céu aberto que está a ser planeada nas proximidades da Serra de Montesinho, terá impacto na biodiversidade, espécies, habitats e ecossistemas de ambos os lados da fronteira. Além disso, a AEPGA entende que “a via económica de uma área protegida não pode passar pela industrialização e exploração insustentável do seu bem mais precioso”. Por estes motivos, já se opôs, há alguns meses, à viabilização da mina na consulta pública.

A AEPGA resume a riqueza do Parque Natural de Montesinho, situado na região fronteiriça do Nordeste de Portugal, incluindo parte dos concelhos de Bragança e Vinhais, da seguinte forma: “o território desta área protegida alberga espécies, habitats e ecossistemas bem conservados, e é um dos mais belos exemplos de harmonia entre actividades humanas e a natureza. Se já percorreu as suas sinuosas estradas num dia de Outono, não pôde ficar indiferente à explosão de cores oferecida pelos soutos e carvalhais, nem à pureza e transparência dos rios que serpenteiam a paisagem. E se a sorte esteve do seu lado, talvez tenha sido mesmo surpreendido com o avistamento fugaz de um veado ou de um lobo, que também reclamam estes montes como sendo seus. O modo de vida tradicional ainda encontra expressão nas comunidades rurais do Parque, cuja sabedoria permitiu preservar rituais ancestrais, boas práticas agrícolas e um consumo responsável”.

 

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