Foto de Carolina Gomes

Numa visita realizada, hoje, à Cooperativa Agrícola de Távora, no distrito de Viseu, a Coordenadora Nacional do Bloco de Esquerda referiu que “é o momento de olhar para estes setores mais invisíveis, que mesmo em confinamento, fazem-nos ter acesso a bens essenciais”. 

Catarina Martins, Coordenadora Nacional do Bloco de Esquerda, esteve hoje, 16 de janeiro, em Moimenta da Beira numa visita à Cooperativa Agrícola do Távora onde referiu “que as cooperativas são verdadeiramente importantes para quem vive da agricultura e dá emprego direto aqui na região”. 

“Nós devemos a estas pessoas que estão a trabalhar, que mesmo em confinamento, nos fazem chegar os bens essenciais. Este é o momento de olharmos também para estes setores mais invisíveis, mas que se mantêm abertos todos os dias e que são também a espinha dorsal do país”, apontou Catarina Martins. 

A Coordenadora do Bloco deixou dois apelos: “O primeiro é que este seja o momento de investimento no país para que todos estes setores, nomeadamente o setor da produção agrícola seja valorizado porque precisamos muito dele para a coesão territorial. O segundo  tem a ver com todo o país, estejamos no interior, seja produção agrícola industrial ou outra qualquer, os setores que continuam a funcionar precisam de ter condições de saúde para o fazer. Os rastreios são muito importantes”. 

A região precisa de alguém que fale da importância das cooperativas 

João Silva, Presidente da Cooperativa Agrícola do Távora, informa que decidiram fazer um rastreio à custa deles, com um valor de 30 euros por análise, mas que era importante ter ajuda, já que a Cooperativa conta com 92 trabalhadores. 

Para João Silva, a região precisava de alguém que falasse da importância das cooperativas porque os pequenos agricultores, todos juntos, fazem uma estrutura bastante considerável para assim ganhar escala e conseguir entrar no mercado, sobretudo para lhes ser pago um valor digno pelos produtos. 

Uma das queixas da Cooperativa é os prejuízos por causa do granizo, que ano após ano destrói bastante produção, seja de uva, seja de maçã. Para o Presidente da Cooperativa, a agricultura ainda consegue fixar pessoas, mas tem de valer a pena.

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