Foto por Polícia Segurança Pública | Facebook

Governo avança com deslocalização dos Centros de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo, apesar das opiniões dos profissionais envolvidos. A resposta a duas questões do Bloco sobre o assunto apenas foi dada no dia em que foi emitido o despacho que dava a decisão como certa. 

Em declarações ao Interior do Avesso, a deputada à Assembleia da República Sandra Cunha diz que as respostas sobre a deslocalização dos Centros de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo (CIEXSS) “não surpreendem”, pois esta tem sido a postura do Governo, “principalmente o Ministério da Administração Interna”.

“O Governo demorou meses a responder e responde precisamente no dia em que emite o despacho que nos traz aquilo que são já factos consumados, que têm a ver com a centralização daquilo que são as equipas de inativação de explosivos”, explica.

No documento datado de 25 de março pode ler-se que “a centralização das subunidades dos Centros de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo (CIEXSS) da Polícia de Segurança Pública, em Lisboa, Porto e Faro, tem como único objetivo garantir a maximização dos recursos existentes”. Mas também se refere a alegada “preocupação constante do Ministério da Administração Interna em descentralizar”.

“Não deixa de ser caricato que na mesma resposta em que nos dizem que para optimização de recursos necessitam de proceder a esta centralização, em quatro locais específicos do país, destas equipas de inativação de explosivos, façam depois uma apologia da necessidade de descentralização de serviços”, considera Sandra Cunha.

Revelando uma postura de “pouca abertura para falar com as pessoas envolvidas e para ouvir outras opiniões”, o Governo “avançou à revelia daquilo que é a opinião dos profissionais envolvidos, das associações representativas”. Estas equipas especializadas deixam de existir em Viseu, Mirandela, Castelo Branco, Leiria e Beja.

 

 

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