No quarto trimestre de 2021, a Linha da Beira Alta vai encerrar entre a Pampilhosa e a Guarda para sofrer uma intervenção que se deverá prolongar durante nove meses. Mas as obras de 550 milhões de euros não se vão traduzir num aumento de velocidade ou na redução dos tempos de percurso.

Segundo notícia do Público, as obras destinam-se principalmente ao serviço de mercadorias. Depois dos nove meses de intervenção, a linha reabrirá com o mesmo traçado, com diferenças ao nível da modernização do sistema de sinalização e telecomunicações, bem como de um conjunto de pontos de cruzamento que irão permitir maior fluidez aos comboios de mercadorias com 740 metros.

O próprio documento do Ferrovia 2020 que explica a modernização da Beira Alta, citado pelo Público, refere que o investimento vai permitir a “recuperação dos tempos de trajecto dos serviços de passageiros de longo curso”. Ou seja, a velocidade dos comboios, que nos últimos anos tem vindo a ser reduzida devido à degradação da infra-estrutura, aumentará, mas apenas até aos mesmos valores que já existiam anteriormente.

Segundo o plano Ferrovia 2020, estes trabalhos já deveriam ter começado em 2018, com conclusão prevista para dezembro de 2019. Por outro lado, a linha da Beira Alta já se encontra electrificada, nesse sentido o investimento anunciado, que ronda os 550 mil euros, consiste, essencialmente, numa renovação da via para que a linha passe a ficar interoperável nessa área através do sistema ETRMS, comum ao resto da Europa.

 

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