No debate sobre coesão territorial, Isabel Pires, deputada do Bloco de Esquerda, alertou para as assimetrias que afetam mais o interior, questionando sobre portagens, mobilidade e transportes.

Isabel Pires lembrou que a ministra “descarta muitas vezes a responsabilidade dizendo que não é competência do seu ministério” e, se é verdade que um ministério destes tem que funcionar em articulação com outros, é verdade também que “articulação não pode significar desresponsabilização”.

Disse na sua intervenção que não vale a pena fazer discursos sobre “levar pessoas para o interior”, porque “isso não se faz apenas com incentivos, não se faz apenas com o querermos muito que aconteça, isso faz-se com matérias, como as que o Bloco de Esquerda tem apresentado à muito tempo, como a reabertura de serviços encerrados, com as infraestruturas que fazem falta e continuam atrasadas, matérias como as tarifas reduzidas [nos transportes] que são mais elevadas no interior, isto só para dar alguns exemplos”.

No desenvolvimento da interpelação, a deputada questionou sobre o pagamento de portagens nas ex-SCUT, e como não está o governo a cumprir o que está inscrito no Orçamento de Estado. Relembramos que foi aprovada a redução de 50%, no entanto os descontos a serem aplicados neste momento são inferiores.

Sobre transportes públicos, nas questões defendeu uma opção estrutural pela ferrovia, garantindo tempos de viagens menores aos existentes entre cidades e com o exterior, alterações como a da linha do norte para garantir melhores ligações a distritos como o de Castelo Branco.

No que trata às ligações dentro e entre concelhos, a “coesão social é posta em causa” e o problema é “ainda maior” pois a “redução tarifária não tem o mesmo impacto” no interior porque não existe, muitas vezes, oferta de transporte que sirva as populações.

 

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