O Núcleo Douro Sul do Bloco de Esquerda volta a manifestar uma vez mais a sua preocupação e indignação com as descargas ilegais de efluentes efetuadas no rio Balsemão, as mesmas já denunciadas exatamente há um ano.

A população do Bairro da Ponte manifestou por diversas vezes o seu descontentamento e preocupação na Câmara Municipal de Lamego. Porém, apesar das promessas do presidente da Câmara, ngelo Moura, de visitar o local, tal nunca aconteceu. O local onde ocorrem as descargas é uma zona de habitação, e balnear sem qualquer sinalização que interdite os banhos, o que preocupa o BE por “a longo prazo se poder traduzir num problema de saúde pública”. A água do rio é também usada para rega dos terrenos agrícolas circundantes correndo-se o risco de contaminação dos solos.

Membros do Núcleo Douro-Sul do Bloco de Esquerda, da Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda e a 2o candidata pelo Distrito, Rita Diogo, estiveram no local podendo constatar a inação do atual executivo, bem como a inquietação de todos os habitantes do histórico Bairro da Ponte.

Perante esta situação preocupante, foram acionados todos os meios de denúncia e formalizada nova queixa junto das autoridades competentes (SEPNA; APA) para que se proceda à análise da qualidade da água, à identificação dos agentes poluentes e reparação dos danos causados.

Descargas poluentes no Rio Balsemão

Este assunto já é do conhecimento das autoridades desde 2017, ano em que a Polícia Judiciária procedeu a investigações no local. Em 2018 o SEPNA esteve no local na sequência das denúncias e segundo fonte da GNR “há uma semana deu entrada uma queixa de uma moradora”.

Em declarações ao Jornal do Centro o presidente da Câmara de Lamego explicou que, “esporadicamente, tem havido sinais de existência de descargas no Rio Balsemão de origem absolutamente desconhecida” e, nos últimos anos, “com maior incidência em 2018”, a autarquia “fez um levantamento exaustivo de todos os pontos da rede de água e saneamento e da rede de águas pluviais, no sentido de escrutinar a origem” das descargas. Segundo Ângelo Moura, em 2018 “foi detetada uma rutura na rede de saneamento e foi prontamente reparada. E julgava o município ter debelado definitivamente a situação. Mas meses volvidos voltaram a aparecer sinais, porque são descargas feitas pontualmente e, normalmente, são os residentes que nos alertam”.

Em comunicado o Núcleo Douro Sul do Bloco de Esquerda afirma que “confirmando-se a situação de crime ambiental, lutaremos até às últimas consequências para que os autores sejam punidos.”

(Escrito por MFS)

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