Foto por Sonja Langford | Unsplash

A Feira do Mel de Vila Pouca de Aguiar, a decorrer desde sexta-feira até hoje na vila de Pedras Salgadas, reduzida devido à pandemia, divulga uma atividade que sofreu quebras de produção entre os 80% e 90% no concelho pertencente ao distrito de Vila Real.

Duarte Marque, da Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar (Aguiarfloresta), disse à agência Lusa, citada pel’A Voz de Trás-os-Montes, que se estima uma quebra na produção de mel deste ano que pode ir dos 80% aos 90%.

Os dados, ainda provisórios, acrescentou, apontam para uma produção a rondar os 20 mil quilos, quando em 2019 foram produzidos cerca de 150 mil quilos de mel.

Segundo o responsável, os “fatores que levaram à fraca produção foram as alterações meteorológicas”. Explicou que houve um bom desenvolvimento das colmeias no início da época em março, mas que no final de março veio muito frio, chegando mesmo a nevar.

Por esta altura as colmeias já tinham algum mel, mas as abelhas tiveram que se alimentar dessas reservas para não morrem de fome. Posteriormente, acrescentou, “veio o calor que secou muito rapidamente o néctar das flores”.

A somar às quebras provocadas pela irregularidade meteorológica, há registo de prejuízos com os diversos incêndios que têm ocorrido no território durante as últimas semanas. Duarte Marques deu como exemplo à Lusa os prejuízos de um apicultor que perdeu 90 colmeias para as chamas.

As quebras no setor estão a ser reportadas por quase todo o território nacional, sendo a causa apontada a irregularidade do clima. No Caramulo, além das alterações climáticas, os apicultores apontam como motivo para a quebra de produção a plantação de eucaliptos.

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