Em novembro de 2020, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo relativamente a “um conjunto de projetos megalómanos” em áreas sensíveis da Serra da Estrela. ICNF diz agora que não tem conhecimento de nada. 

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, no dia 17 de novembro de 2020, dirigiu algumas questões ao Governo, nomeadamente ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, sobre “um conjunto de projetos megalómanos para áreas sensíveis do Parque Natural da Serra da Estrela. Segundo noticiado pelo Expresso a 24 de outubro”. 

A Turistrela prevê a construção de um aldeamento nas Penhas da Saúde, a recuperação dos edifícios do teleférico nos Piornos e da antiga Messe dos Oficiais da Força Aérea, a ampliação das pistas de esqui (de 14 para 50 quilómetros) e a construção de 280 chalés num terreno de 21 hectares na freguesia do Sabugueiro, em Seia. 

Na altura, o Bloco considerava que “as intenções de construção desenfreada da Turistrela, aliadas ao historial de incumprimento da lei e à degradação dos valores naturais do Parque Natural da Serra da Estrela pela empresa, são motivo de grande preocupação para o Bloco de Esquerda”. 

A resposta foi dada agora pelo Governo, no dia 16 de junho de 2021, onde refere que “o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entidade tutelada pela área governativa do Ambiente e da Ação Climática, não tem conhecimento dos projetos referidos uma vez que os mesmos nunca foram apresentados para análise e emissão de parecer vinculativo por parte desta entidade”. 

Assim sendo, “não tendo o ICNF conhecimentos dos projetos referidos, não é possível verificar a sua eventual conformidade com os objetivos do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela, nem a eventual viabilidade”, refere a resposta do Ministério do Ambiente e da Ação Climática. 

 

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