Em comunicado, a ATMU lamenta a posição do Ministro “pela falta de verdade nas respostas dadas”, ao afirmar que os trabalhos de requalificação ambiental das habitações da Urgeiriça não estão atrasados.

No seguimento das audições parlamentares que a ATMU (Associação dos Ex-Trabalhadores das Minas de Urânio) realizou com os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, o Bloco de Esquerda, entre outros, questionaram o Ministro do Ambiente sobre a situação da recuperação ambiental das casas da Urgeiriça.

Em resposta às questões sobre o atraso e a falta de cumprimento dos prazos estabelecidos pela EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro), afirmou que os trabalhos estão avançar a bom ritmo, argumentando que o que está parado são as duas casas pertencente a imobiliárias e outras duas por falta de entendimento dos herdeiros. “A resposta do Sr. Ministro é inacreditável”, diz a ATMU, pois “como todos sabem, a situação não condiz com estas respostas”.

O atraso no processo de recuperação ambiental das casas tem levado a ATMU a promover várias ações de luta e de protesto, como uma Vigília realizada no passado dia 20 de junho, no mesmo dia em que Catarina Martins visitou a Urgeiriça para demonstrar o seu apoio à população. Também já foi apresentada queixa no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Entretanto a ATMU solicitou uma reunião à EDM, “a fim de debater toda a problemática”, a realizar no final do mês. A primeira fase de descontaminação teria fim previsto entre o final de 2018 e o primeiro trimestre de 2019, mas ainda não está concluída.

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