Ministro do Ambiente contraria habitantes em audição parlamentar, transmitindo que apenas existem 4 casas em atraso, 2 de casas de bancos e 2 pendentes por partilha.

A deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, interpelou o ministro do ambiente sobre a contaminação das habitações da Urgeiriça, localidade de Canas de Senhorim, que apresentam elevados níveis de radiação (radão), devido ao uso de material contaminado proveniente da exploração mineira de urânio.

“Neste momento existe um plano de recuperação das habitações que foi muito bem estruturado, foi bem planeado, discutido com estes moradores, com os ex-trabalhadores das minas de Urânio”, disse a deputada, afirmando que esse facto contrasta com a sua fraca execução que “significa que neste momento ainda há muitas famílias e muitas pessoas a morar em sítios onde foram detectados níveis de radioatividade claramente prejudiciais para a saúde”, afirmando que o material utilizado na sua construção “já foi definido há vários anos que devia ser retirado, porque ele está contaminado”.

Durante esta audição, o ministro do Ambiente afirmou que Portugal é dos poucos países a fazer a descontaminação deste tipo de habitações e que apenas duas casas pertencentes a bancos e outras duas pendentes por partilhas se encontram por terminar.

Estas declarações destoam e contrariam com as dos habitantes que se têm manifestado contra os atrasos no processo de descontaminação a cargo a EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, tendo feito recentemente uma vigília de protesto, recebido a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, nesse mesmo dia e ponderam mesmo apresentar uma queixa ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

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