Dielmar: fábrica fecha e 244 trabalhadores vão para o desemprego

Sem propostas de compra da fábrica de Alcains, Castelo Branco, a assembleia de credores decidiu esta quarta-feira (10 de novembro) aprovar o encerramento definitivo da empresa. Há uma proposta para continuidade da marca que não garante a contratação de todos os trabalhadores.
Dielmar. Beira Baixa TV. Facebook
Foto por Beira Baixa TV (Facebook)

Sem propostas de compra da fábrica de Alcains, Castelo Branco, a assembleia de credores decidiu esta quarta-feira (10 de novembro) aprovar o encerramento definitivo da empresa. Há uma proposta para continuidade da marca que não garante a contratação de todos os trabalhadores.

Como adianta notícia da Beira Baixa TV, “cem dias depois do pedido de insolvência, a Dielmar viu declarada a sua morte”. A Dielmar pediu insolvência a 2 de agosto. 244 trabalhadores estão em casa, com futuro incerto, desde essa altura, sabe-se agora que vão para o desemprego.

A proposta de encerramento definitivo da empresa com 56 anos foi aprovada por unanimidade na assembleia de credores realizada ontem no Tribunal do Fundão. João Gonçalves, o administrador judicial, começou por confirmar a desistência do concorrente Outfit 21, de Leiria, cuja proposta de compra estava dependente da aprovação de um empréstimo bancário, que não se verificou.

O administrador judicial confirmou ainda que um outro suposto interessado na compra, Cláudio Nunes, não chegou a concretizar a proposta que tinha apresentado na assembleia anterior (26 de Outubro), que consistia na constituição de uma nova empresa e um depósito de dois milhões de euros para garantir uma compra que envolveria o pagamento total de dez milhões.

Mas João Gonçalves sublinhou ainda que esta proposta deveria ser “desconsiderada por não se afigurar credível”. Depois de ter inventado empresas e oferecido postos de trabalho fictícios a pessoas que apresentaram queixa ao Ministério Público, Cláudio Nunes foi acusado em abril num processo no tribunal de Viseu pelos crimes de burla e falsificação.

A única proposta recebida, que não garante a continuidade da empresa, mas assegura a da marca Dielmar chegou, segundo noticia a Beira Baixa TV, do Grupo Valérius, de Barcelos, que está interessado em criar uma nova empresa, com contratação de 200 trabalhadores e acordo para alugar o mesmo imóvel, oferecendo 250 mil euros pela marca.

Foram levantadas diversas dúvidas sobre o procedimento legal para efetivação desta proposta, que acabou por não ser votada no momento, mas os representantes dos trabalhadores já se manifestaram a favor, com a exceção dos sete funcionários representados pelo advogado Sérgio Bento, que dispõe agora de cinco dias para se pronunciarem sobre a proposta.

O Banco Português de Fomento, que concentra as participações do Estado na Dielmar, e a Garval, já deram luz verde. Os credores institucionais, têm também agora cinco dias para se pronunciarem sobre a proposta da Valérius.

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