Dielmar: concentração não deixa esquecer que ainda não há solução para viabilizar empresa e garantir salários

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Foto por Pedro Reis Martins | Lusa
Os trabalhadores da Dielmar, em Alcains, concentraram-se esta quinta-feira à porta da empresa. A empresa de confeções foi declarada insolvente em agosto e desde então os salários estão a ser pagos através do Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva, mas não se sabe se o próximo está certo.

Segundo notícia do Reconquista, a assembleia de credores foi adiada de 6 para 26 de outubro. Os trabalhadores acreditam que uma solução viável apenas será possível com intervenção do Governo, estando em causa 280 postos de trabalho.

“Temos mães sozinhas com os seus filhos, empregadas sozinhas viúvas e temos casais. Isto está a ficar muito complicado”, disse ao Reconquista Anabela Vitorino, porta-voz dos trabalhadores.

Os trabalhadores acreditam que “só com a intervenção do Governo, através dos apoios extraordinários, se poderá viabilizar uma proposta e continuidade para a nossa Dielmar”. Para os representantes, a empresa, fundada há 56 anos, devido à sua experiência e nome “muito facilmente regressará ao mercado”.

O Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa solidarizou-se com a concentração convocada pelos trabalhadores. Marisa Tavares, presidente do sindicato, disse ao Reconquista que não basta dizer que há propostas para a viabilização da empresa, as mesmas “têm de ser trabalhadas e o Ministério da Economia tem um papel preponderante em todo este processo”.

 

Trabalhadoras da Dielmar em luta pela salvaguarda dos postos de trabalho

DIELMAR: “estamos perante uma gestão danosa, que poderá afetar gravemente o rendimento de muitas famílias”

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