O nazismo e a desnazificação da Ucrânia

“Um dos argumentos que Vladimir Putin utilizou para tentar legitimar a sua invasão da Ucrânia foi o argumento de que iria proceder à desnazificação do país. Este é um argumento incrivelmente falacioso, desajustado da realidade, que reflete uma agressão de uma Rússia ressentida.”
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Um dos argumentos que Vladimir Putin utilizou para tentar legitimar a sua invasão da Ucrânia foi o argumento de que iria proceder à desnazificação do país. Este é um argumento incrivelmente falacioso, desajustado da realidade, que reflete uma agressão de uma Rússia ressentida.

No entanto, não se pode ignorar que a Ucrânia está sob uma forte influência nazi. Dentro das forças armadas ucranianas foi recentemente admitido o Batalhão Azov, claramente neonazi. Esta é uma opção que deve ser resolvida com urgência após o conflito, uma vez que a influência nazi na Ucrânia apenas contribuirá para a instabilidade do país. Existem suspeitas, por parte de televisões francesas particularmente, de que este grupo tem bombardeado a população russo-falante e praticado atos de tortura que certamente envergonharão o governo ucraniano.

O argumento de que Putin iria desnazificar a Ucrânia é no entanto, uma grande falácia, uma grande mentira. Em primeiro lugar, os partidos de extrema direita não estão representados no parlamento ucraniano e obtiveram menos 5% nas recentes eleições presidenciais. No entanto, existem vários grupos nazis e fascistas que se juntaram a Putin e apoiam o seu governo, participando no seu partido, o “Rússia Unida”, que tem também ligações a Marine Le Pen, Salvini e outras forças de extrema direita na Áustria e Sérvia, entre outros. O próprio exército russo que invadiu a Ucrânia está intimamente ligado a um grupo nazi russo, o  Grupo Wagner, que tem bases na Crimeia e está a participar nas lutas na Ucrânia. O mundo fascista e neonazi está com Putin e com a guerra.

A esta realidade junta-se o risco de os extremistas nazis de vários países ganharem treino militar na Ucrânia para o utilizarem nos seus países. Que ninguém se engane: Mário Machado não vai para a Ucrânia em missão humanitária! A autorização da justiça portuguesa para a sua participação na guerra na Ucrânia é uma decisão inaceitável e que contribui para normalizar o que não é normal – o nazismo, o fascismo, a violência, a guerra. A Ucrânia recentemente rejeitou a ida de Mário Machado, mas a decisão da justiça portuguesa continua questionável.

As guerras trazem consigo os nacionalismos violentos, e com estes, vem ainda mais violência. Se a resistência ucraniana é uma manifestação de nacionalismo necessária neste momento, há alguns riscos associados a certas facções dentro do mesmo.

É importante e urgente travar a agressão russa e a escalada do armamento, em nome da paz para os povos. A Ucrânia deve continuar integra e soberana.

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Nascido na Suíça em 2003, desde tenra idade vive em Mortágua, Viseu. Jovem do interior, estuda Sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Olha para o Interior como uma região riquíssima e de incríveis potencialidades, mas que tem sido sucessivamente negligenciada.
As preocupações ambientais desde cedo estão presentes na sua vida. Com o advento da Greve Climática Estudantil, rapidamente se juntou às ações de manifestação. Continua e continuará presente nas lutas necessárias e urgentes, como a luta antirracista, antifascista, pelo Interior, ambientalista, feminista, entre outras.

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