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O Grupo Stellantis proibiu o uso de máscaras reutilizáveis dentro de todas as fábricas, mas a PSA Mangualde ofereceu estas máscaras para os trabalhadores das boleias. CT denuncia também que os trabalhadores que deveriam passar a efetivos não o estão a fazer porque “a empresa está a dar a volta ao contexto”. 

De acordo com denúncias dos trabalhadores da Stellantis de Mangualde (PSA) que o Interior do Avesso teve acesso, “os trabalhadores contratados que acabam os contratos legais”, portanto, que deveriam ficar efetivos, “a empresa está a dar a volta ao contexto, paga-lhes as indemnizações e muda-os de setor, continuam a trabalhar na empresa com contratos Stellantis. Uma ilegalidade que os trabalhadores se sujeitam para não perderem os postos de trabalho”. 

Empresa não cumpre protocolo interno da covid-19

Mas esta não é a única situação denunciada pelos trabalhadores de Mangualde do Grupo Stellantis, que referem que a empresa “tem um protocolo que segurança por causa da covid-19, cujo uso de máscaras reutilizáveis é extremamente proibido em qualquer fábrica do Grupo, mas a fábrica de Mangualde deu aos trabalhadores máscaras reutilizáveis para as boleias, não respeitando o protocolo”. 

A Comissão de Trabalhadores (CT) já contestou esta atitude, mas “a empresa não foi conivente, pois está mais preocupada em poupar dinheiro do que a segurança e saúde dos seus trabalhadores”.

Os trabalhadores alertam que esta “é a única fábrica do Grupo a tomar esta medida insensata contra as próprias normas” e acrescentam que “95% dos trabalhadores das boleias não usa e compra máscaras descartáveis por se sentirem muito mais protegidos”. 

Plano Poupança Reforma continua sem resolução 

Em agosto de 2020 foi aprovado o Resgate do Seguro Complemento de Reforma – AXA, em que votaram 533 trabalhadores e destes, 472 subscreveram o acordo e 61 não o subscreveram para poder recuperar o PPR (Plano Poupança Reforma), mas neste momento continua tudo por decidir, em prejuízo dos trabalhadores da fábrica de Mangualde.  

A CT informa que “ao fim de falar e pedir ajuda a todos os partidos para que fosse possível resgatar o PPR dos trabalhadores de Mangualde com menor percentagem de impostos possíveis, nada se conseguiu”. 

“Este processo já está com o Secretário de Estado das Finanças desde setembro de 2020, sempre em contato com o Técnico Oficial de Contas da empresa”, referem os trabalhadores. 

Deixam críticas ao antigo Presidente da Câmara Municipal de Mangualde e atual deputado, João Azevedo, e ao atual Presidente da autarquia e antigo diretor das finanças da PSA Mangualde, Elísio Oliveira porque “houve a promessa de ajudarem a adiantar o processo de resgate e na sua menor taxação impostas pelas finanças portuguesas”. 

“As fábricas de Espanha, Vigo e Madrid, já receberam este PPR há mais de dois anos e os trabalhadores de Mangualde também o querem fazer o mais breve possível”, terminam.

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