Foto por Pedro Dias

A Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) promove no próximo sábado em Boticas o colóquio “Exploração do lítio em Portugal – impactos da corrida ao petróleo branco”. Segundo Jessica Cruz do UDCB este evento tem como objetivo “partilhar experiências e tentar encontrar respostas a curto e longo prazo que possam ir de encontro aos interesses da população”.
Neste momento dezoito pedidos de prospeção já são públicos e foram publicados em Diário da República, sendo que até ao final do ano o Governo se prepara para lançar oito novos concursos para exploração de lítio em Portugal.
A associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso foi uma das primeiras organizações criadas em reação à exploração do lítio em Portugal, mas neste momento existem diversos movimentos e organizações em luta nas várias regiões que irão ser afetadas por esta atividade mineira.
No sentido de “unir esforços”, “ter mais voz” na luta contra os projetos mineiros e reivindicar uma alteração “às leis obsoletas a nível do ambiente, social e de proteção dos direitos humanos” a UDCB vai lançar uma rede nacional que una estas organizações e assim dar força a esta luta. Jessica Cruz afirma que todo o “processo está a decorrer à revelia da população, de forma opaca e aparentemente sem grandes critérios de seleção” sem efetivo “controlo e fiscalização das companhias no terreno”.
O colóquio conta ainda com a participação do presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, de Maria do Carmo Mendes, a primeira peticionária e ativista pela preservação da Serra da Argemela, e de membros da Contraminacción, rede galega que luta contra a mineração a céu aberto.
Os temas em debate durante o encontro serão: os porquês da corrida ao lítio, o plano nacional e exploração do lítio, exemplos de projetos das minas a céu aberto, direitos e recursos.
O programa inclui ainda uma visita à zona de prospeção de Covas do Barroso.

(Escrito por MFS)

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