Foto por Yusuke Kawasaki | Flickr

Bloco de Esquerda questiona o Ministério das Infraestruturas sobre que medidas concretas tomou e vai tomar o Governo para assegurar que as ligações rodoviárias em transporte coletivo são repostas com urgência.

A suspensão de ligações rodoviárias de transportes coletivos de passageiros, nomeadamente pela Rede Expressos, que servem, muitas vezes como única alternativa, a população do interior do país, foi uma das medidas concretas adotadas no sentido de conter a propagação do contágio da covid-19.

O Bloco compreende “o intuito preventivo dessa suspensão”, mas sublinha a dependência destas populações quase em exclusivo dos transportes em questão para a deslocação a outros pontos do país, “essenciais para as suas vidas”. Como é o caso, exemplificam, “dos estudantes, das pessoas que precisam de aceder a cuidados de saúde diferenciados só disponíveis nas principais cidades, entre outras várias situações.”

Apesar de algumas ligações terem vindo a ser repostas gradualmente, a oferta ainda é significativamente mais restrita do que a existente no período anterior à pandemia. Há ainda concelhos em que não se verificou qualquer reposição, como Castanheira de Pêra ou Pampilhosa da Serra.

É neste seguimento que o Bloco questiona o Governo nos seguintes termos: “sendo responsabilidade do Estado a garantia de um serviço público de transportes interurbanos que alimente o combate pela coesão territorial e contra a desertificação dos territórios de baixa densidade, que medidas concretas tomou e vai tomar o Governo para assegurar que as ligações rodoviárias em transporte coletivo são repostas com urgência em Castanheira de Pera, na Pampilhosa da Serra e em todos os concelhos do país?”

 

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