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A Pandemia que atingiu a humanidade continua a seguir o seu curso e a ocupar o cerne das nossas preocupações, desde logo porque, ao que tudo indica e no curto prazo, a Ciência continuará também sem conseguir encontrar a solução para aquele problema de saúde pública.

Teremos ainda de enfrentar uma consequente crise económica cuja gravidade, sendo muito determinada pelo tempo que demorará a encontrar a, ansiosamente procurada, vacina para o coronavírus, relevantemente o será também pelas soluções que encontramos para a podermos ultrapassar “sem que ninguém fique para trás”.

Neste âmbito e nas últimas 3 semanas parecem-me merecer especial destaque alguns “factos políticos”:

a) Foi aprovado o orçamento suplementar para 2020, absolutamente necessário para legalmente enquadrar as urgentes (e com aprovação quase unânime) medidas tomadas com a chegada do vírus ao nosso país e que, por isso mesmo e porque também poderia ter sido uma oportunidade para ir bem mais longe no seu “conteúdo”, mereceu a abstenção do BE;
b) O Governo iniciou negociações com os partidos tendo em vista a aprovação do OE para 2021, declarando publicamente o primeiro-ministro que o natural espaço de entendimento do PS é com os partidos à sua esquerda. Ora, este instrumento politico terá, como é óbvio, uma importância fundamental na definição do nosso futuro e só poderá merecer apoio à esquerda se efectivamente servir para enquadrar verdadeiras políticas de esquerda!!! (reforço do SNS, reforço da Escola Pública, reforço das medidas sociais);
c) Foi finalmente aprovado e com as enormes dificuldades conhecidas, o Acordo do Conselho Europeu para a resposta conjunta à crise resultante da Pandemia. Mais uma vez, parece que a UE ficou muito aquém das expectativas, pois desde logo se constata que os valores aprovados são apenas metade (!!!) do valor mínimo que a própria Comissão Europeia calculou como necessário. Aquele documento mostra claramente que a solidariedade europeia ainda não é considerada como fundamento essencial da união entre os estados membros e deixa muitas portas abertas à ingerência e chantagem nas escolhas políticas dos povos.

De fora, por agora e pelo pouco que concretiza, deixei a proposta de estratégia para a recuperação do país apresentada por António Costa (Silva)…

 

Este texto está escrito de acordo com a anterior ortografia, espero eu…

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José Carlos Costa de Vasconcelos de 61 anos, licenciado em Direito é funcionário público e reside no concelho de Cinfães do qual é natural. É sócio/fundador da Associação de Cultura e Desporto de Cinfães e vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Cinfães. Aderiu ao Bloco de Esquerda em 2004, sem qualquer filiação partidária anterior mas com participação politica activa entre 1974 e 1979 e nas Eleições Presidenciais de 1986.

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