Foto por Hugo Chinchilla / Flickr

Estes primeiros meses do ano, com a tragédia humana conhecida e a que podemos apenas vislumbrar (mesmo em países ditos “livres”…), acrescidas da realidade que agora nos cerca, com o conjunto de limitações que ainda temos de cumprir e sem que possamos saber o limite temporal das mesmas, espero que sirvam de alerta colectivo, sobre a necessidade de (sempre e cada vez mais…) passarmos a encarar o mundo e as nossas vivências nele, como responsabilidade de todos e de cada um.

Se, com o esforço generalizado dos cidadãos, parece estarmos lentamente a conseguir controlar esta crise sanitária (pelo menos onde esse esforço foi mais concretizado), teremos de pensar já de que forma vamos querer recuperar a economia mundial, não deixando ninguém para trás, obviamente.

Nunca me canso de relembrar que, em Democracia, são as nossas escolhas politicas que irão definir o futuro da sociedade em que vivemos, seja no que se refere ao “caminho” a percorrer, seja no que se refere a quem irá “liderar” nesse percurso.

Deste facto resulta que, esse imenso e decisivo poder está nas mãos (e, principalmente, na cabeça) de cada um e de todos.

Os exemplos de escolhas democráticas (!?) com resultados desastrosos são mostrados na comunicação social todos os dias, sendo motivo de criticas mais ou menos unanimes. E todos sabemos ao que (e a quem) me refiro…, nem é preciso pormenorizar! O que não devemos ou podemos esquecer é que os resultados actuais tem origem nas escolhas feitas no passado!

Parece-me por demais evidente a diferença entre determinar se as politicas de saúde devem ser dirigidas fundamental ou exclusivamente tendo em vista o lucro ou se devem ser dirigidas no sentido da prestação de um serviço público que visa cuidar de todos sem olhar para o “recheio da carteira” de cada um!!!

Também me parece por demais evidente a diferença entre escolher para liderar a governação seres sem qualquer resquício de humanismo ou outros que tenham como preocupação o bem-estar de todos!

É de cada um e de todos o poder de decidir…

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José Carlos Costa de Vasconcelos de 61 anos, licenciado em Direito é funcionário público e reside no concelho de Cinfães do qual é natural. É sócio/fundador da Associação de Cultura e Desporto de Cinfães e vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Cinfães. Aderiu ao Bloco de Esquerda em 2004, sem qualquer filiação partidária anterior mas com participação politica activa entre 1974 e 1979 e nas Eleições Presidenciais de 1986.

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