Passámos um ano de 2020 assustador e absolutamente fora do normal e vamos ter que estar preparados para um ano de 2021 igual ou pior ao que ficou para trás.

Politicamente nesta viragem do tempo, tivemos um orçamento de Estado para o novo ano aprovado, mas com o voto contra do BE e uma eleição presidencial “diferente”, mas com um mau resultado  para Marisa Matias.

Bastante se tem falado sobre estes assuntos, mas não podemos esquecer que grande parte dos habituais comentadores, bem como parte substancial dos órgãos de comunicação, são “propriedade” dos “donos do dinheiro” e, como tal, a opinião divulgada é (tendencialmente) aquela que interessa ao poder económico instalado.

Porém, sendo sobre Política (na verdadeira acepção da palavra) tudo o que aqui escrevo, posso afirmar que relevante para todos neste momento é a discussão sobre os caminhos a seguir no combate à crise sanitária e na definição das necessárias medidas de recuperação económica e social subsequentes. Estes são verdadeiramente os temas que a todos interessam e com que iremos estar ocupados no futuro próximo.

Muito haverá a fazer para defender a justiça social, para impedir que a pobreza estrutural aumente ainda mais ou para contrariar o contínuo aprofundamento do fosso que separa os que têm tudo daqueles que nada têm!!!

As propostas do Bloco estão, como sempre, em cima da mesa e bem à vista de todos. Como é evidente, não saímos do combate político, mas o que ninguém pode esperar é a participação deste partido em respostas políticas que não contemplem o reforço do SNS, do ensino público, o investimento no apoio social e em medidas de recuperação do emprego e da economia.

O BE só pode conceder o seu apoio a políticas de esquerda. Para que fique tudo na mesma, o governo terá de contar com o apoio de outros!

Como nota final e deixando à consideração de todos, lembro aquilo que me parece ser uma mera (mas grave) evidência…! Um país que, sem mais, gasta milhares de milhões para tapar “buracos financeiros” vai ter dificuldades acrescidas em áreas realmente fundamentais, como a Saúde ou a Educação! Não?

 

Este texto está escrito de acordo com a anterior ortografia, espero eu…

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José Carlos Costa de Vasconcelos de 61 anos, licenciado em Direito é funcionário público e reside no concelho de Cinfães do qual é natural. É sócio/fundador da Associação de Cultura e Desporto de Cinfães e vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Cinfães. Aderiu ao Bloco de Esquerda em 2004, sem qualquer filiação partidária anterior mas com participação politica activa entre 1974 e 1979 e nas Eleições Presidenciais de 1986.

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