Entende-se por ensino inclusivo, uma ramificação da educação direcionada ao ensino de pessoas com dificuldades para a aquisição de conhecimentos, esta modalidade de ensino escolar é também oferecida na rede regular de ensino.

Os objetivos do ensino inclusivo são os mesmos do ensino em geral, o que difere, é a forma de ensinar, que passa a ser de acordo com as diferenças individuais de cada aluno, desenvolve-se em torno da igualdade das oportunidades, com a adaptação do sistema educativo às diferenças individuais de cada aluno.

Nos últimos anos o ensino inclusivo tem vindo a ganhar visibilidade, mas em alguns casos é também alvo de críticas por ser exclusivo e ainda não promover o convívio dos alunos com necessidades educativas com os demais alunos.

Salas CAA (Centro de Apoio à Aprendizagem), são salas destinadas ao ensino dos alunos com necessidades e estão inseridas nas escolas do ensino regular com as normas mencionadas nas políticas do ensino inclusivo, trata-se de salas com os materiais diferenciados para o atendimento às necessidades educativas do aluno.

É do conhecimento geral, que o governo tem procurado implementar medidas para evitar a propagação da Covid-19 na defesa de vidas e para uma resposta mais eficiente do Serviço Nacional de Saúde.

Uma das medidas do governo foi, a suspensão de todas as atividades escolares presenciais desde o dia 16 de Março de 2020 e posteriormente até ao final do terceiro período letivo, ou seja, até ao final do ano letivo, também por decreto do Presidente da República foi declarado o estado de emergência fundamentado com a situação de calamidade pública originada pela Covid-19.

A suspensão das atividades escolares tem um efeito que poderá pôr em causa todo o trabalho realizado até então pelos mais diversos profissionais do ensino inclusivo, em alguns casos poderá existir uma acentuada falta de capacidade na aprendizagem. As reações de cada aluno com necessidades especiais de ensino à suspensão das atividades letivas presenciais vai depender do nível da ajuda dos pais para a aprendizagem, para que na medida do possível seja possível preencher a inexistência do convívio habitual na escola. Foram anunciados no dia 09 de Abril de 2020 pelo Sr. Primeiro Ministro os diversas formas como iria ser o ensino para o terceiro período letivo para o ensino normal, sem que fosse anunciada qualquer medida relativa ao ensino inclusive, é perante esta realidade que a pergunta mais presente na minha cabeça enquanto pai; Como vai ser o ensino inclusivo no terceiro período letivo? O ensino à distância é uma solução temporária que apresenta muitas fragilidades, tais como acentuar das desigualdades para com o ensino inclusivo, não responde à concretização efetiva do ensino inclusive, não há teletrabalho especificamente destinado ao ensino inclusive. A ausência do ensino presencial no ensino inclusivo vai originar alteração de rotinas, uma vez que as crianças têm necessidade de que as suas atividades sejam reguladas e planeadas. Naturalmente nós pais temos conhecimento das dificuldades dos nossos filhos, ninguém melhor que nós tem esse conhecimento, contudo muitos de nós não temos acesso ao material didático necessário, tão pouco temos conhecimentos específicos para recorrer às táticas utilizadas pelos diferentes profissionais do ensino inclusivo, eu enquanto pai de um adolescente a frequentar o ensino inclusive tudo irei fazer para ajudar o meu filho mesmo apesar das mais que muitas necessidades pelo menos na obtenção de material didático.

Ninguém duvida que as escolas devem permanecer encerradas e que esta situação é completamente necessária, mas é imperioso que sejam tomadas medidas para colmatar as consequências para os alunos com necessidades educativas. É imperioso que da forma que estão planeados os apoios ao ensino regular também seja preparado um plano de apoio para o ensino inclusive que também são alunos, também precisam de aprender.

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Jose Carlos Pais, nasci em Novembro de 1974 sou residente em Verdelhos no extremo norte do concelho da Covilhã. Formação profissional em instalações eléctricas em edifícios. Na actualidade estou em casa a exercer funções de cuidador informal uma vez que tenho dois irmãos completamente dependentes. Tenho um filho com 14 anos também ele com necessidade de ser acompanhado. Sou uma pessoa muito simples, amigo e quando posso ajudo que de mim precisa

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