A Comissão de Trabalhadores da Infraestruturas de Portugal – IP contesta a anunciada extinção dos centros de manutenção ferroviária em Esmoriz, Nine, Régua e Alfarelos. Em comunicado defendem que esta decisão “contraria tudo o que deveria ser a verdadeira estratégia para a manutenção das linhas”.
As funções dos trabalhadores que serão substituídos num subcontrato a privados compreendem vigiar os troços das vias férreas, identificar os problemas e proceder a obras de manutenção.
Segundo a IP a decisão de entregar estas tarefas a “outsorcing” faz parte de uma estratégia de “novos modelos de organização e gestão” e considera que esta medida de substituir trabalhadores por empresas privadas dará mais garantias de melhores resultados em termos de inspeção, diagnóstico e fiscalização. Opinião contrária tem Fernando Semblano, da CT, que considera se “deveriam contratar mais trabalhadores para aprenderem com os antigos e assegurar um bom serviço de manutenção. O ‘outsourcing’ vai enfraquecer a qualidade desse trabalho”.
A extinção do centro de manutenção da Régua é o que suscita maior preocupação junto da Comissão de Trabalhadores pelas especificidades geotécnicas únicas devido à orografia do terreno da Linha do Douro.

(Escrito por MFS)

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