Foi recentemente aprovado o Estatuto do Cuidador Informal. Mais uma conquista do Bloco de Esquerda, que recebeu o apoio do PS e do PCP e que representa um avanço há muito esperado por todos aqueles que não dispõem de meios financeiros para institucionalizar os seus familiares na reta final da vida, quando os cuidados, diários e permanentes, são uma necessidade.

Todos nós conhecemos casos de doentes acamados, muitas vezes em habitações sem as condições mínimas necessárias, que passam longos períodos do dia sozinhos e que, no melhor dos cenários beneficiam do Serviço de Apoio Domiciliário de uma IPSS local.

Sim, porque também existe aquele cenário em que o doente passa os dias sozinho, à espera que chegue aquele familiar que não pode abdicar do seu posto de trabalho, porque o dinheiro em casa é uma necessidade…
Os avanços conseguidos ao abrigo do Estatuto do Cuidador Informal, sob proposta do BE, são um novo alento para todos aqueles que se vêm a braços com casos delicados de doença prolongada dos seus familiares. Desde logo a possibilidade de conciliação com a sua atividade profissional. E nos casos em que seja obrigado a abandonar o emprego, o direito ao registo de equivalência de remuneração, como se estivesse a receber subsídio de desemprego.

São estes, entre outros, alguns dos motivos que fazem renascer a esperança não só dos cuidadores, mas também das pessoas cuidadas.

Vivemos num tempo em que a esperança média de vida tem vindo a aumentar, aumentando também os problemas ligados a esta temática. Nos grandes centros urbanos a vida é tão agitada, que sobra pouca disponibilidade para as famílias tratarem de quem mais precisa. Nas regiões do interior do país, muitas vezes, aqueles que mais precisam não dispõem de familiares por perto…
É aqui que o Bloco de Esquerda faz a diferença! Atento às necessidades dos mais desfavorecidos, daqueles que ao longo dos anos tratam dos seus familiares dependentes, muitas vezes a tempo inteiro. Por eles, continuaremos a lutar.

Nascido em Luanda - Angola em Junho de 1955. Em 1970 imigrou para a África do Sul, onde conclui o Ensino Secundário, e em março 1976 volta para Portugal, tendo fixado residência em Resende. Trabalhou como Técnico de Instalações Elétricas na Federação de Municípios do Distrito de Viseu entre 1977 e 1984, altura em que ingressou nos quadros de pessoal da EDP, onde se manteve até Fevereiro de 2008, tendo saído para a Pré-Reforma. Foi Presidente da Casa do Povo de Resende (IPSS) entre agosto 2002 e maio 2016. No âmbito do associativismo, faz ainda parte dos órgãos sociais da Associação de Karate Shotokan de Resende, do Clube de Natação de Resende e da Casa do Benfica em Resende. Foi vereador da Câmara Municipal de Resende, eleito nas listas do Partido Socialista, entre Outubro 2009 e Setembro 2017. Atualmente é membro da Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda.

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