Foto de Marco Verch | Flickr

Os hospitais privados começaram a acolher e tratar doentes com covid-19 dando cumprimento a uma norma da DGS para a fase de mitigação da doença, mostrando-se também disponíveis para tratar outros doentes, aliviando assim o SNS

Doentes Covid-19 que anteriormente eram reencaminhados para os hospitais do SNS são agora tratados nos hospitais privados, dentro das possibilidades de cada um deles, assegurando o internamento e eventual passagem pelos cuidados intensivos sempre que tal se justifique. Estes hospitais estão também disponíveis para receber, tratar e internar doentes com outras patologias, de forma a libertar os hospitais do SNS no que respeita a espaço, mas também a meios técnicos e humanos.

Num momento em que se espera uma perfeita articulação entre o público e o privado num esforço nacional de combate a este vírus, eis que o Hospital Trofa Saúde, em Famalicão, encerra portas por falta de procura previsivelmente até ao final do estado de emergência… e não, não é caso isolado! São já vários os exemplos de privados da saúde que em plena crise encerram portas ou reduzem serviços. No caso do Hospital Trofa Saúde, não deixa de ser curioso as opções disponibilizadas aos profissionais de saúde que ali trabalham: Ou vão de férias, ou recebem apenas 75% do salário normal.

Fechar portas durante a atual epidemia é um ato de irresponsabilidade imperdoável. E as propostas colocadas à disposição dos profissionais de saúde são uma ilegalidade que demonstra bem a forma de gestão de alguns grupos privados…

O BE já sugeriu ao Governo que faça uso da possibilidade de requisição civil daquele hospital, sugerindo ainda que se investiguem as demais entidades de saúde privadas que, em momento de crise, estão a encerrar e a negar cuidados de saúde à população. Se não servem as pessoas, não justificam a atividade e devem reverter de imediato para a esfera pública. O SNS agradece!

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Nascido em Luanda - Angola em Junho de 1955. Em 1970 imigrou para a África do Sul, onde conclui o Ensino Secundário, e em março 1976 volta para Portugal, tendo fixado residência em Resende. Trabalhou como Técnico de Instalações Elétricas na Federação de Municípios do Distrito de Viseu entre 1977 e 1984, altura em que ingressou nos quadros de pessoal da EDP, onde se manteve até Fevereiro de 2008, tendo saído para a Pré-Reforma. Foi Presidente da Casa do Povo de Resende (IPSS) entre agosto 2002 e maio 2016. No âmbito do associativismo, faz ainda parte dos órgãos sociais da Associação de Karate Shotokan de Resende, do Clube de Natação de Resende e da Casa do Benfica em Resende. Foi vereador da Câmara Municipal de Resende, eleito nas listas do Partido Socialista, entre Outubro 2009 e Setembro 2017. Atualmente é membro da Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda.

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