O mês de março foi mês feminista no Interior do Avesso e recebemos vários contributos para a reflexão da ideia radical que as mulheres são gente.

Foi a 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que Viseu e Vila Real se juntaram a muitas outras cidades e marcaram concentrações para assinalar o dia, ambas no âmbito da Rede 8M e da Greve Feminista Internacional. Os nossos parceiros da Plataforma Já Marchavas deixaram para reflexão “E se as mulheres pararem?”

As Assembleias Municipais de Viseu e do Fundão saudaram estas iniciativas, aprovando votos apresentados pelas representantes do BE, Catarina Vieira e Cristina Guedes, em Viseu e Fundão respectivamente. Por sua vez, na Covilhã, a Coolabora assinalou o dia com arte.

Na Covilhã foram entregues galardões pela Coolabora às “Mulheres Notáveis”, nas áreas da ciência, cultura, desporto, cidadania, economia, educação e política.

Os nossos parceiros encheram o Interior do Avesso de reflexões e sugestões. Comecemos pelos contributos do Cinema 7.ª Arte:

Os nossos cronistas também deixam algumas pistas para compreender as desigualdades, para desmistificar o termo “feminismo” e desconstruir os preconceitos a ele associados.

“Cresci e vivo em contextos de empoderamento, que sempre me fizeram sentir que poderia ser quem e como entendesse (…). Por isso continua a ser chocante cada vez que se torna óbvio que ainda não há igualdade de género plena. É chocante cada vez que esbarro com a realidade. Sou mulher. Enquanto tal faço parte de 53% da população. Então porque continuo a ser tratada como minoria social?”

“Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a votar em Portugal nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte em 1911.O Código Eleitoral determinava que podiam votar os portugueses “que soubessem ler e escrever” e os que “forem chefe de família”. Carolina era médica, pertencia a uma classe social privilegiada, sendo viúva era chefe de família, o que lhe dava o  direito de votar.”

“Em jeito de homenagem a todas as mulheres e homens feministas, orgulhosamente reescrevo as palavras da viseense Beatriz Pinheiro (1872-1922), feminista, pedagoga, escritora, pacifista, professora e directora da revista Ave Azul, que lutou pela Identidade de Género e dos Direitos das Mulheres em Portugal”

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