Invertem-se os tempos, extinguem-se as vontades – Parte IV

“Claro está, um povo como o cristão europeu medieval que conseguia manter uma postura firme de frieza e crueldade com o seu povo servente, mas todos os domingos escutava a palavra de Cristo sobre todos sermos irmãos e que só os pobres entravam no reino de Deus, simboliza uma contradição entre a devoção religiosa e a real prática moral. Um povo tão contraditório nunca poderia aceitar estrangeiros como os judeus, ou os negros ou os índios, são todos inferiores perante os magníficos povos europeus descendentes de bárbaros, como diriam os romanos. O canibalismo moral, que tanto os conservadores como os liberais praticam, destrói a imagem da virtude ética que eles próprios ambicionam (como desejar uma sociedade virtuosa em nome de Deus, diabolizando em simultâneo o SNS, um exemplo de canibalismo moral).”

Sensibilidade é, mais do que emoção, uma capacidade empática, além de apreciação artística, estar consciente. Para mim, escrever o capítulo (ou parte) anterior deste artigo é como se já estivesse inserido num cenário de guerra e, sem conseguir escapar aos seus horrores, fico traumatizado para toda a vida. Neste caso sofro com o absurdo existencial, suspiro tristemente pelo passado europeu de escravatura, assassinato de mulheres em massa, chacina de pessoas de outras cores e outras religiões (como os judeus por exemplo, ou as cruzadas dos templários que chacinavam não só homens, mas também mulheres e crianças). Segundo Blaise Pascal (filósofo e matemático do séc. XVII), o que o mais lhe chocava era a sensibilidade do Humano para pequenas coisas – ficar ofendido porque um outro carro lhe apitou no trânsito, ou observar um casal do mesmo sexo a circular na via pública de mãos dadas – no entanto, o Humano parece estar suspenso numa insensibilidade às grandes coisas – como as guerras em outros continentes, a escravatura moderna, ou a pobreza de latino-americanos que extraem ouro – levando Pascal a colocar a hipótese de que nós, Humanos, estamos desta forma condenados a expor ao mundo um grande distúrbio mental.

Mas será a insensibilidade a indiferença que corrói o mundo, combatida com o sal mencionado no sermão de Santo António aos peixes, ou será uma sensibilidade negativa exagerada de ódio? Judeus, um povo que foi constantemente perseguido na europa medieval, na europa durante a revolução industrial e no pós-industrialização, pertencem agora ao restauro da sensibilidade ocidental, mas tal apenas aconteceu após os alemães levarem ao extremo a capacidade cruel da nossa espécie. Existirá um ódio inconsciente dos cristãos pelos judeus devido a terem condenado Jesus, apelando a Pilatos pela sua crucificação? Existirá uma mágoa nos cristãos porque os judeus não aceitaram Jesus de Nazaré como o seu profeta e o expulsaram do templo? Não encontro resposta, mas a inscrição “INRI” na cruz de Jesus em latim significa “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”. Claro está, um povo como o cristão europeu medieval que conseguia manter uma postura firme de frieza e crueldade com o seu povo servente, mas todos os domingos escutava a palavra de Cristo sobre todos sermos irmãos e que só os pobres entravam no reino de Deus, simboliza uma contradição entre a devoção religiosa e a real prática moral. Um povo tão contraditório nunca poderia aceitar estrangeiros como os judeus, ou os negros ou os índios, são todos inferiores perante os magníficos povos europeus descendentes de bárbaros, como diriam os romanos. O canibalismo moral, que tanto os conservadores como os liberais praticam, destrói a imagem da virtude ética que eles próprios ambicionam (como desejar uma sociedade virtuosa em nome de Deus, diabolizando em simultâneo o SNS, um exemplo de canibalismo moral).

Lord Salisbury, primeiro-ministro inglês nos finais do séc. XIX (já a escravatura tinha sido abolida no império inglês), declamou que só a raça inglesa é superior e que todas as raças inferiores deverão ser domadas pela superior(1) (não só de cor, mas também os povos dominados pelos ingleses, como os irlandeses e os escoceses), mas é apenas um papagaio que escutou um manifesto científico para a forja de tal perspectiva imperial; Virgínia Woolf (escritora inglesa), sendo o apelido dela proveniente do seu marido judeu, abafou o seu preconceito contra judeus, algo comum por parte de ingleses na época vitoriana, porque não conseguiu casar com outra pessoa e socialmente estar solteira era mais grave do que casar com um membro de uma etnia repugnada pela sua classe social (repugno todo o tipo de antissemitismo e anti-humanismo, para o leitor ainda revoltado devido às minhas críticas a Israel). Agora, é Piers Brendon, historiador inglês contemporâneo, quem agrega imensa informação sobre um passado negro no seu livro “O Declínio e a Queda do Império Britânico”; começa por expor John Hunt, autor do livro “O Lugar do Preto na Natureza” escrito em 1863, e as suas evidências falaciosas sobre uma ausência de arte, moral, na população negra, um lado selvagem na sua própria fisionomia (o órgão sexual claramente perverso e um cérebro pequeno), uma espécie de macaco tribal, tudo como justificações para a sua subordinação – claramente Hunt não estava instruído para a história de Cícero e a sua visão dos bretões (que mencionei no capítulo anterior deste artigo – parte III); ainda segundo Hunt, o “preto” está condenado a uma vida de subserviência, a sua espécie condenada devido a ser subdesenvolvida; todos estes sofismas de Hunt tornam-se ainda mais convincentes através da teoria da evolução de Darwin. Alfred Russel Wallance, cocriador da teoria da evolução juntamente com Darwin, define a luta pela vida como um caminho inevitável para a extinção do inapto, portanto a extinção dos Humanos subdesenvolvidos descobertos pelos povos europeus; Herbert Spencer, pai do Darwinismo social, relata a severidade com que a Humanidade deverá eliminar os mais fracos, mas é de extrema importância para a nossa evolução – afinal o que me ensinaram na escola estava errado, a superioridade racial proclamada por Hitler era uma simples cópia de narrativas britânicas? No entanto, só os alemães tiveram o pudor desumano de passar uma discriminação oratória para a crematória, será verdade? Os nazis não assassinaram apenas judeus, mas também todos os indivíduos que apresentavam alguma deficiência física ou mental: um cultivo equivocado por parte dos alemães ao Super-Homem de Nietzsche, mas Nietzsche defendia a iluminação de uma nova consciência no Humano preso a preconceitos primitivos, não a chacina praticada. A realidade é que nada é preto e branco, nada é binário, os alemães e os britânicos já cometiam genocídios em África(2) ainda antes da ascensão de Hitler. Mergulho ainda mais fundo na crueldade, na frieza Humana, expostas na tinta transformada em revelações pela mão de Brendon e encontro Winwood Reade, um explorador, historiador e filósofo Britânico, e a sua expressão “a lei do assassínio é a lei do crescimento” enquanto o mesmo imaginava África despida de “pretos”, agora totalmente civilizada por mulheres brancas a ler livros nas sombras das palmeiras; comungo com Piers Brendon, “imperialismo agressivo era agora totalmente justificado nos terrenos agora semeados pelo progresso. Mas alguns antropólogos estavam descontentes com o axioma ‘colonizar e exterminar são termos sinónimos’. Eles lamentaram que exista ‘a sede por sangue, misteriosamente eufórica em Homens civilizados aquando do seu contacto com tribos inferiores’”(3) – mas não era Carlos Guimarães Pinto o acusador de ambientalistas, supostamente de esquerda, apregoarem “ideologias sanguinárias”? Os britânicos são também os primeiros a implementar um “campo de concentração”, segundo a visão do holocausto (grandes plantações e minerações de mão-de-obra escrava não são contabilizadas nesta visão horrível), como no exemplo de segregação nas guerras em África do Sul(4) no fim do séc. XIX e início do séc. XX. Conforme já mencionei sobre as atrocidades praticadas aos supostamente colaboradores que colhiam o fruto da borracha (já não eram escravos oficialmente, o Congo era já considerado uma nação livre), o Rei Leopoldo II cometeu um genocídio superior ao de Hitler(5).  Estas atrocidades em África pós-abolição da escravatura são meritocracias de cavalheiros europeus em busca do louvor, o cultivo de superioridade à imagem do grande empreendedor industrial e financeiro, o criador dos confortos e progressos ocidentais, desbravando um novo caminho para as gerações seguintes, o caminho do cultivo da imagem ao grande empreendedor, o único merecedor no séc. XXI.

Questiono-me ainda, como conseguiriam os britânicos ter mão-de-obra para grandes campos e fábricas se exterminariam todos os que são de raça inferior? A resposta a esta pergunta é a cegueira ideológica, tal como já expressei no capítulo anterior sobre a necessidade por estar certo em oposição à utilidade, o maior paradoxo político na minha opinião; ou será talvez este o motivo da fuga industrial contemporânea do ocidente para países orientais sem direitos humanos? Agora no séc. XXI, a nova cortina de ferro ocidental é ignorar cobardemente a responsabilidade da hegemonia europeia na pobreza africana e na América latina, é iludir para conquistar as massas através de retóricas falaciosas sobre ideologias sanguinárias, mapas mundiais de segregação binária (o mapa socialismo VS liberalismo da Iniciativa Liberal é um exemplo de analfabetismo filosófico, histórico e político), reducionismos causais contra vontades igualitárias e de transformação tolerante.

A sensibilidade sanguinária dos europeus consistia numa postura de constante superioridade, uma sede instintiva por exterminar os inferiores e, de forma subtil, subordinar o proletariado europeu às vontades do grande capital. Genocídio é uma palavra criada após o holocausto da segunda guerra mundial – quantos genocídios foram realizados antes da grande guerra nas mãos de europeus? Começarão em Colombo, passarão pelos esclavagistas, por grandes empresários no Congo e em Inglaterra adoradores de mãos cortadas e terminarão em desconhecidos assassinatos de palestinianos em valas comuns (6)? Niels Bohr, premiado com o Nobel da física em 1922, suspirou “todo o Ser Humano de valor deverá ser um radical, um rebelde, pois o que ele deve almejar é que as coisas fiquem melhores do que elas são”, mas os rebeldes que profanam estátuas em honra de esclavagistas, ou que protestam pelo ambiente e pelo clima são acusados de serem “propagadores de ideologias sanguinárias”. “Nós” aplaudimos a queda das estátuas de Sadam Hussein e Kadaffi durante a Primavera Árabe, mas somos também nós os primeiros a condenar os “outros” de profanação de estátuas de colonizadores e exploradores medievais, justificando-nos no chão sagrado da intelectualidade cultural histórica e o “progresso”; a hegemonia europeia exalta-se até na arquitectura ameaçada por um incêndio: três das famílias mais ricas do mundo doaram 500 milhões de euros para financiar o restauro de Notre Dame, uma catedral símbolo de Paris (7) (convenientemente, a comunicação social evitou mencionar que a obra de restauro tinha seguro). Por mero acaso do destino, semanas antes do grande incêndio de Notre Dame aconteceram cheias de proporções bíblicas em Moçambique: milhões de Humanos estavam em risco de morte, só necessitavam de um décimo do valor doado a Notre Dame, no entanto quase não existiram donativos. Entre salvar uma estrutura de pedra (desculpem o sarcasmo arquitectónico) ou salvar milhões de Humanos, a arquitectura europeia é de maior valor. Para quem pretende justificar-se, a mais pequena evidência serve como desculpa. O mundo justifica-se que, para Moçambique, o dinheiro é provavelmente desviado para coisas obscuras (alguém garante que o doado para Notre Dame não será?), os refugiados provenientes da Síria, de África não são realmente refugiados porque têm na sua posse smartphones (mas até a classe pobre europeia possui smartphones, não se entende este contexto) e muitos desses refugiados são homens (agora somos anti-homens?) mas ignoram imagens aterradoras de crianças que morreram a tentar atravessar o mediterrâneo. A sensibilidade europeia consiste sobre aqueles que são realmente semelhantes, como caucasianos, cristãos e provenientes de nações em continentes ocidentais. O canibalismo moral realiza o seu eterno retorno.

Por agora pretendo encerrar este assunto de grande sofrimento na minha alma: escravidão. As mortes por escravidão em nome do lucro são de valor superior às mortes das duas grandes guerras. Será um campo de concentração diferente de uma plantação de açúcar cheia de escravos numa colónia medieval? Os prisioneiros dos campos de concentração nazi trabalhavam gratuitamente para grandes empresas alemãs. A ideologia fria permitia a esses CEO’s usarem a mão-de-obra escrava sem sequer comida oferecer aos prisioneiros. O holocausto é agora uma realidade cruel distante, mas e os escravos em Odemira (8)? Os trabalhadores de 12 horas diárias sem pausa para almoço (sendo sarcástico, são eles classificados como sendo pouco produtivos, com direito apenas a algo abaixo do salário mínimo)? Um holocausto define-se por quanto poder regional, nacional e internacional o perpetuador possui para tal. A crueldade de uma ideologia expande-se em proporção directa com o nível de ignorância que as pessoas neutras se permitem a observar tal ideologia a crescer.

Como conclusão desta parte, e introdução à próxima, coloco em perspectiva o problema corporativista. John Smith e Cristóvão Colombo são actores na história europeia em épocas diferentes, mas ambos revelam a repetição ridícula da violência civilizacional: a expansão com fins lucrativos, tendo por base a opressão e morte. Não considero o capitalismo como sendo uma ideologia sanguinária, apenas fria ao ponto de não ter qualquer mediação igualitária. Existem ideologias frias e ideologias emocionais. Liberalismo social, a liberdade do indivíduo, o comunismo, o conservadorismo são ideologias emocionais. O economista e engenheiro alemão, Klaus Schwab, fundador do Fórum Económico Mundial, define a responsabilidade social corporativa como sendo “uma unidade de medida em termos de negócios que fornecem condições de melhoria para os seus empregados, suas comunidades, para o ambiente e para os seus acionistas; mas a responsabilidade moral vai muito além disto, reflectindo que as corporações deverão endereçar os problemas éticos fundamentais, como a inclusão, a dignidade e a equidade”, mas se ainda debatemos com esta problemática corporativa – uma ideologia fria – que sociedade estamos a edificar? Estas insensibilidades resumem-se a distúrbios mentais.

Gandhi refere a problemática da ganância: se todos pretendem a riqueza material, como a conseguem obter num planeta escasso em recursos? Se todos possuíssem ouro, ele teria o mesmo valor? Este é o mesmo motivo para o qual possuir uma máquina de imprimir notas monetárias não permite a uma economia tornar-se mais rica: é na teoria da escassez simulada que os mercados financeiros flutuam. Segundo Bertrand Russell, o medo da miséria é o principal motivador para inspirar o proletário a realizar o seu trabalho, mas não permite que exista uma vida livre onde a criatividade possa florescer – quem pode ser criativo, se está preso num desespero diário, sentindo-se encurralado numa burocracia infindável, numa espécie de processo de Kafka? É também Russell que destaca a actuação do mercado financeiro, revelando que “a esperança por possuir mais riqueza e poder do que qualquer outro homem alguma vez conseguiu obter, a qual corresponde ao principal motivador dos mais ricos, é bastante negativa nos seus efeitos; a esperança faz os Homens fecharem a sua mente em relação à justiça, ajudando-os a não pensar com honestidade sobre tais questões de justiça, enquanto que no fundo dos seus corações eles dificilmente sentirão que os seus prazeres são comprados à custa da miséria dos outros”. Em Portugal existe agora uma narrativa esclavagista de que o salário não é mais elevado porque pagamos impostos. O presidente Trump permitiu que o maior banco do mundo, o banco americano Wells Fargo, poupasse 3,7 mil milhões de dólares em impostos, mas esse mesmo banco logo após essa “poupança” decide despedir 26 mil funcionários (espante-se o leitor, até na nação ultraliberalista Estados Unidos da América se paga impostos!).

Os mais ricos planeiam o escape para o espaço devido às enormes consequências devastadoras das alterações climáticas e escassez de recursos, os mais pobres ficarão por cá (os mais ricos estão conscientes da complexidade do problema ambiental, só os ideológicos da Iniciativa Liberal e outros semelhantes é que ainda não entenderam). Não existirá vida eterna por descendência entre os mais pobres num mundo natural em colapso. Entendidos dizem que está tudo bem, que a ansiedade ambiental é para miúdos mimados. Eu gostaria de ser um miúdo mimado que não necessita de ocupar-se com o medo pelo futuro ambiental, mimado a jogar videojogos e a comer batatas fritas. Uma sensibilidade consciente é a máxima necessária para restaurar uma sociedade polarizada, injustiçada e doente. Despeço-me novamente com Bertrand Russell, “as injustiças da miséria e da riqueza devem tornar-se impossíveis de acontecer numa sociedade mais justa. Um grande medo será removido na vida de muitos e a esperança irá impregnar-se numa forma melhorada na vida dos poucos”, os poucos somos nós, os plebeus, os proletários, os que tentam viver com o pouco que sobra após as lutas financeiras dos mais fortes.

Bibliografia:

– “Manifesto Comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels

– “O Declínio e a Queda do Império Britânico” de Piers Brendon

– “Vigiar e Punir” de Michel Foucault

Links úteis:

– Primeira parte deste artigo: https://interiordoavesso.pt/joao-paulo-almeida/invertem-se-os-tempos-extinguem-se-as-vontades-parte-i/

– Segunda parte deste artigo: https://interiordoavesso.pt/joao-paulo-almeida/invertem-se-os-tempos-extinguem-se-as-vontades-parte-ii/

– Terceira parte deste artigo: https://interiordoavesso.pt/joao-paulo-almeida/invertem-se-os-tempos-extinguem-se-as-vontades-parte-iii/

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Nasci, cresci e vivo nos planaltos de Vila Maior, São Pedro do Sul, distrito de Viseu com vista privilegiada para diversas cordilheiras montanhosas. Comecei a escrever poesia em 2005 como forma de escapar à realidade pesada da minha timidez. A natureza, o primeiro fogo da paixão e a necessidade de exprimir injustiças sociais despertaram a minha mão esquerda a escrever como se a minha existência dependesse de tal ação. Enquanto adulto, comecei por trabalhar muito cedo, fui pai muito novo e de todo um tumulto social renasce uma paixão: pensar sobre o que me rodeia, mas em vez de definhar decidi filosofar e nunca mais parei até hoje. Nasceram dois livros de poesia, “Mente (des)Concertante” por parte da editora Poesia Fã Clube e “O Fluxo da Vida” editado na plataforma Amazon. Só mais tarde, licenciei-me em Engenharia Informática pelo Politécnico de Viseu em 2017. Atualmente entre programar computadores e linguagem humana para conseguir alcançar uma transformação social pela filosofia, sou pai, marido, filho e agricultor como forma de alimentar corpo e alma. Estou pela primeira vez a romper a minha timidez e a expor-me nos meios de comunicação social e em comunidades literárias.

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