O Ai da dor e do prazer
Do histerismo de que és acusada
O Ai do desespero
De quem nasce e de quem dá à luz
O Ai da paixão, da solidão,
Da emancipação
(Porque já toda a gente chora
Mas nem toda a gente grita)

Grita
E abre-te
Mostra-te por inteiro
Em toda a tua dolente fragilidade

O grito é toda a tua sofrida força
Conquistada por entre sangue e transformação
Por entre ansiedade e depressão

É porque és humana
Que és forte

Nossa senhora dolorosa
Da perda, dos ganhos
Da vida, da morte
Das vitórias
Das derrotas vencidas
Porque seguiste sempre em frente
Pronta para mais um grito
Para mais uma luta
Para mais um acordar.

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Nasceu em Coimbra. Cresceu em Coimbra, com fortes raízes familiares em Castelo de Paiva e no Porto.
Reside em Viseu. Não voou para longe, mas encontrou uma outra casa.
Desde cedo, manifestou interesse em áreas comumente assumidas como divergentes: literatura, ciência, arte, medicina, religião, filosofia, política.
É procurando uma abordagem crítica e interdisciplinar do mundo e da humanidade que decidiu formar-se em Antropologia.
Atualmente "existe" em diversos desígnios e lutas. Desde a militância no Bloco de Esquerda ao ativismo na Plataforma Já Marchavas, passando por diversos projetos culturais onde se cruza com a filosofia (Nova Acrópole) ou o cinema (Nómada Malabarista).

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O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

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