Foto por Rudy Mancilla | Facebook

Ver a Amazónia arder é como ver um útero de que nunca cortamos o cordão umbilical arder.

Ver a Amazónia arder é ver um reduto de esperança arder.

Ver a Amazónia arder é como chorar lágrimas de fogo.

Ver a Amazónia arder é como ter que pagar juros porque não nos apeteceu pagar a fatura ontem.

Ver a Amazónia arder é como fumar cigarros continuamente e sofregamente até faltar o ar.

Ver a Amazónia arder é como perder toda a água do corpo.

Ver a Amazónia arder é como ouvir mais de mil choros de desespero sem conseguir tapar os ouvidos.

Ver a Amazónia arder é ver vidas desfeitas e descartadas como cascas de amendoim.

Ver a Amazónia arder é revolta intensa que não larga as células: para com o mundo, para com alteridade, para comigo.

Outros artigos deste autor >

O renascer da arte a brotar do Interior e a florescer sem limites ou fronteiras. Contos, histórias, narrativa e muita poesia.

Outros artigos deste autor >

Nasceu em Coimbra. Cresceu em Coimbra, com fortes raízes familiares em Castelo de Paiva e no Porto.
Reside em Viseu. Não voou para longe, mas encontrou uma outra casa.
Desde cedo, manifestou interesse em áreas comumente assumidas como divergentes: literatura, ciência, arte, medicina, religião, filosofia, política.
É procurando uma abordagem crítica e interdisciplinar do mundo e da humanidade que decidiu formar-se em Antropologia.
Atualmente "existe" em diversos desígnios e lutas. Desde a militância no Bloco de Esquerda ao ativismo na Plataforma Já Marchavas, passando por diversos projetos culturais onde se cruza com a filosofia (Nova Acrópole) ou o cinema (Nómada Malabarista).

Deixe o seu comentário

Skip to content