Sou Professora, irei para a rua gritar as vezes que forem precisas

Foto por Paula Nunes | Esquerda.net
Não percebo o que move tanta gente a dizer mal dos professores e professoras e a inventar, constantemente, argumentos para tentarem justificar a não contagem integral do tempo de serviço, incentivando assim, o desrespeito total por uma classe profissional que tem lutado, com o que tem e o que não tem, pela qualidade e dignificação da Escola Pública em Portugal.
Em Maio de 2018 escrevi “…urge devolver dignidade à Função Pública, através do descongelamento das carreiras em 2018. No entanto, algumas carreiras têm tido um destino diferente, como é o caso da profissão docente, que tem regras de progressão específicas e, por isso o descongelamento aconteceu a 1 de Janeiro de 2018 como se os últimos anos não tivessem existido, apagando 9A4M2D (entre 2005 a 2007 e, novamente, entre 2011 e 2017).”
E, assim continuamos à espera da contagem integral do tempo de serviço, apesar dos 2A9M18D “oferecidos” pelo governo de António Costa, a contar a partir de 1 de Janeiro de 2019.

Não nos podemos esquecer que em 2018 e 2019, aquando da negociação do OE foi aberto o caminho para a negociação da contagem de todo o tempo roubado (art.19.º e art.17.º: “…progressão e mudança de posição remuneratória dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito, é considerado em processo negocial com vista a definir o prazo e o modo para a sua concretização…).
E, de repente, aconteceu o “milagre” (ou quase):

a Comissão de Educação da AR (apenas o PS votou contra) reconheceu que os restantes 6,5 anos deveriam ser contados na íntegra, mantendo assim em aberto, na próxima legislatura, a negociação para a contagem faseada, não permitindo “o apagão”.

Mas, desengane-se quem julga que a luta terminou!
“Não há dinheiro! Não há dinheiro!”
Eu digo: já não há pachorra para ouvir este falso argumento para manter esta injustiça.

[nectar_single_testimonial testimonial_style=”bold” color=”Accent-Color” quote=”O governo tem lançado publicamente números bem “gordos“ e sempre diferentes para criar a ilusão de que, com a contagem total do tempo de serviço, vão ser @s professor@s @s grandes responsáveis por um novo endividamento do país.”]Até parece que está em causa o pagamento imediato de todo o tempo congelado.
Sr. Primeiro-ministro, o seu governo pagou mais de 450 milhões de euros ao fundo de resolução do Novo Banco que não estavam previstos no OE.
Isto sim é uma vergonha!
Já assumimos que perdemos todos os salários do tempo congelado, mas nunca iremos desistir da contagem de todo o tempo de serviço.
Comícios da Indignação-Professores e Professoras em Campanha Pela Dignidade Profissional:
20 de Maio no Porto;
21 de Maio em Faro;
22 de Maio em Lisboa;
24 de Maio em Coimbra.

Sou Professora, irei para a rua gritar as vezes que forem precisas

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Nascida em Viseu em 1967, é sobejamente conhecida na cidade que a viu crescer, pela dedicação e alegria com que se empenha na sua intensa actividade profissional, cívica, desportiva, associativa, sindical, cultural e política. Professora de Educação Física e Mestre em Atividade Física e Desporto. De 2008 a 2013 foi presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Viseu. Actualmente é dirigente sindical (SPRC Viseu, FENPROF), foi membro da Direcção da FRAP (Federação Regional de Associações de Pais) de Viseu, Membro da Associação de Professores de Educação Física - APEF VISEU. Membro da Comissão Concelhia de Viseu e da Comissão Distrital de Viseu do BE. Esta autora escreve segundo o antigo acordo ortográfico.

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