Mais Interior na Europa

É comum, em período electivo, que os partidos e os seus agentes apelem à adesão às urnas; infelizmente, alguns eleitores mais desinformados vêem nisto uma estratégia de manipulação, inconscientes de que a abstenção será prejudicial apenas para os cidadãos que não exercendo o seu direito e dever de voto, se forçam, na sua inércia à subjugação a políticas que não representam, sequer remotamente, os seus interesses e direitos.

Mais abstenção e sujeição ao desinteresse de políticos rendidos aos interesses do capital, a grupos económicos e submissos aos rufias europeus, tal como nos restantes exercícios eleitorais, significa mais e maior desinvestimento nas nossas regiões, mais desertificação, mais continuidade da nossa curva descendente rumo à ostracização e ao oblívio.

Porque o Interior faz fronteira com a Europa, mas fica-lhe mais longe do que o Litoral.

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Nasceu em Macedo de Cavaleiros, Coração do Nordeste Transmontano, em 1983, onde orgulhosamente reside. Licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas, publicou poemas e artigos na extinta fanzine “NU” e em blogues, antes de editar em 2015 o livro-objecto “Poesia Com Pota”. Português de Mal e acérrimo defensor da regionalização foi deputado municipal entre 2009-2013.
Este autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico.

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