Esta crónica é política, mas também é pessoal!

A Rua das Bocas (Rua João Mendes) é uma das ruas mais antigas do Centro Histórico e anda sempre na “boca” de toda a gente. Rua com casas emblemáticas deixadas ao abandono total e das quais só restam as fachadas: Casa dos Maldonado, Casa das Bocas e outras menos imponentes que ou já ruíram ou estão fechadas e a acumular lixo.

É quase uma rua fantasma, já que dos residentes permanentes, mantêm-se apenas algumas pessoas com idade avançada, que têm assistido à decadência da rua.

Sobrevivem alguns negócios diurnos e os nocturnos têm tido alguma responsabilidade na opção do não investimento na recuperação das casas e nas mudanças de residência para outras zonas da cidade devido ao barulho até altas horas da madrugada e de um sentimento forte de muita insegurança.

Já no mandato anterior, Almeida Henriques (Outubro de 2016) falava na requalificação da rua e na reabilitação da Casa das Bocas (futura Unidade de Saúde Familiar) e, finalmente no dia 8 de Agosto de 2018 o executivo aprovou o avanço das empreitadas da requalificação da rua, cujas obras iriam começar ainda no mês de Agosto. Mas o “nosso querido mês de Agosto” chegou ao fim e só espero que as “Bocas” aguentem firmes até a obra chegar!

Não podemos ser a “Melhor Cidade para ViVer” se existem sítios e pessoas votadas ao esquecimento e com “rótulos” (se alguém perguntar a um polícia, por exemplo, onde fica a Rua das Bocas, a resposta poderá ser…”cuidado!”)

Pois eu espero viver pelo menos mais 5 décadas na “minha rua” e nunca me envergonharei dela, mas envergonho-me de toda a gente que permitiu toda esta degradação.

Em jeito de nota final, na rua ao lado da “minha”, Rua Capitão Silva Pereira, o cheiro nauseabundo dos caixotes do lixo situados junto à entrada do parque de estacionamento, continua há meses sem resolução à vista.
Será por falta de interesse ou distracção?
Por falta de avisos e queixas não é de certeza!

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Nascida em Viseu há 51 anos, é sobejamente conhecida na cidade que a viu crescer, pela dedicação e alegria com que se empenha na sua intensa actividade profissional, cívica, desportiva, associativa, sindical, cultural e política.
Professora de Educação Física e Mestre em Atividade Física e Desporto.
De 2008 a 2013 foi presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Viseu.
Actualmente é dirigente sindical (SPRC Viseu, FENPROF), membro da Direcção da FRAP (Federação Regional de Associações de Pais) de Viseu, Membro da Direção da Associação de Professores de Educação Física -APEF VISEU. Membro da Comissão Concelhia de Viseu e da Comissão Distrital de Viseu do BE.
Esta autora escreve segundo o antigo acordo ortográfico.

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