Quero a “minha” cidade limpa!

Sou moradora do centro histórico de Viseu há 52 anos e adoro a “minha” cidade!

O meu dia a dia, no que diz respeito a questões ambientais, é muito rigoroso, mesmo ainda não sendo “perfeito”: separo e coloco o lixo no sítio certo, tolerância zero ao plástico (muito difícil), uso detergentes ecológicos, como fruta e legumes da época e sou vegan na conversa e na atitude.

Nos últimos anos lemos e ouvimos muita propaganda que diz que Viseu é a “cidade mais limpa nos espaços públicos” mas quando damos uma volta pela cidade a realidade é bem diferente: lixo acumulado nos contentores de lixo e nos passeios e cheiros nauseabundos! É o caso dos contentores de lixo subterrâneos situados no passeio junto ao parque de estacionamento da Rua Capitão Silva Pereira: têm sempre muito lixo acumulado e com um cheiro insuportável, a rua está quase sempre suja, já para não falar das baratas que circulam na rua e que se refugiam nas garagens nas noites mais frescas.

É verdade que ainda existem pessoas que não se preocupam em deitar o seu lixo nos sítios adequados e deixam-no na rua ou o despejam sem cuidado nenhum para dentro dos contentores mas, o grande problema tem a ver com a recolha (nem sempre levam todo o lixo) e a inexistência de higienização adequada dos contentores que para além de receberem o lixo doméstico, recebem o lixo de restaurantes e similares.

Mas afinal quem fiscaliza ou deveria fiscalizar todas as acções de recolha e limpeza de lixo? A Câmara Municipal? A Junta de Freguesia?


Contentores da Rua Capitão Silva Pereira | Foto de Manuela Antunes
Com tanta reclamação, fotos nas redes sociais e abordagem deste assunto em todas as Assembleias da Freguesia de Viseu, desde o início do meu mandato enquanto representante do BE, o que falta fazer?… Diria que falta interesse dos responsáveis autárquicos em ouvir as pessoas, em ir aos locais e verificar o que está mal e, principalmente ter a coragem de assumir que a cidade podia estar mais limpa.

É preciso insistir na educação ambiental e dar o exemplo!

Outros artigos deste autor >

Nascida em Viseu em 1967, é sobejamente conhecida na cidade que a viu crescer, pela dedicação e alegria com que se empenha na sua intensa actividade profissional, cívica, desportiva, associativa, sindical, cultural e política. Professora de Educação Física e Mestre em Atividade Física e Desporto. De 2008 a 2013 foi presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Viseu. Actualmente é dirigente sindical (SPRC Viseu, FENPROF), foi membro da Direcção da FRAP (Federação Regional de Associações de Pais) de Viseu, Membro da Associação de Professores de Educação Física - APEF VISEU. Membro da Comissão Concelhia de Viseu e da Comissão Distrital de Viseu do BE. Esta autora escreve segundo o antigo acordo ortográfico.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
USF Mangualde
Ler Mais

Foi a COVID que fechou as urgências em Mangualde?

O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Mangualde, intitulado pela população como urgências, encerrou no início da pandemia, com a desculpa da COVID. Foram muitas as promessas sobre a sua reabertura, para a excecionalidade da medida, mas até hoje, não reabriu.
Ler Mais

LGBTI+ Porque marchamos?

Junho é o mês dos Santos Populares mas também é o mês da comunidade LGBTI+ celebrar o seu…
By Lewis Hine - U.S. National Archives and Records Administration, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16898321
Ler Mais

Invertem-se os tempos, extinguem-se as vontades – Parte III

"ética meritocrática: se o merecedor não é responsável por aquilo que está fora do seu âmbito, se não é obrigado a edificar um colectivo mais igualitário, qual é o seu verdadeiro mérito se todas as suas ações dependem do agricultor que o alimenta até ao técnico que se arrisca por manter as linhas elétricas? Que merecedor sem responsabilidade é aquele que é rico devido a um monte empilhado de mãos cortadas de crianças inglesas? Que oficial militar condecorado não tem responsabilidade pelo bem-estar da sociedade que fabrica jovens para o seu comando? Que herói de guerra o é, alimentado através de ração de combate anteriormente produzida por um camponês que nunca recebeu mérito por permitir ao general, ao doutorado e ao político estarem livres do trabalho árduo do campo? Ninguém deverá aguardar eticamente pelo despertar da consciência no seio de humanos que descartam uma máscara de proteção individual e recusam o cinto de segurança no automóvel: se nem a sua própria conservação os motiva a agir corretamente, o que os irá motivar a proteger os outros?"
Ler Mais

Combate à crise depois da crise

Foto por klimkin | PixabayA pandemia da covid-19 trouxe-nos uma realidade distinta e complexa ao longo do último…
Skip to content