O dia 26 de setembro é essencial para o futuro coletivo do nosso concelho nos próximos quatro anos. Decidimos quem nos irá representar nos vários órgãos autárquicos num período em que ainda enfrentamos uma pandemia, mas também no que esperamos ser, um período pós-pandemia.

Decidimos também a composição mais ou menos plural dos órgãos autárquicos numa altura de grandes decisões e num período em que a solidariedade deverá marcar a ordem do dia. Ao mesmo tempo, enfrentamos um despovoamento crescente que faz com que sejamos cada vez menos e com tendência a piorar se nada for feito.

Se continuarmos a olhar para as eleições de quatro em quatro anos como única e exclusivamente a eleição de um Presidente de Câmara esquecemos os restantes órgãos autárquicos, mas esquecemos o próprio executivo que é constituído por um Presidente e mais quatro vereadores.

Em Vila Flor sempre houve maiorias absolutas, o que fez com que a negociação fosse opcional nos vários mandatos. Numa altura em que precisamos de inverter um rumo de despovoamento e enfrentar uma pandemia e um pós-pandemia, precisamos do melhor de todas e de todos, precisamos de ser abrangentes e a negociação é essencial. Essa negociação, esse espírito de compromisso é que nos leva em diante. É por isso que acredito que o melhor que pode acontecer a Vila Flor é acabar com a maioria absoluta tanto na Câmara Municipal como na Assembleia Municipal, e continuarei a lutar para que isso aconteça, porque acredito genuinamente que Vila Flor ficaria a ganhar.

Não farei uma autoavaliação do meu trabalho na Assembleia Municipal, cada um de vocês poderá fazer essa avaliação, e certamente com opiniões diferentes. No dia 26 de setembro, essa avaliação é feita de forma efetiva, ao depositarem o boletim do voto.

Consciente do que foi feito e do que o Bloco de Esquerda pode continuar a fazer, acredito que o voto no Bloco é o voto útil, o voto que pode fazer a diferença, o voto que pode acabar com as maiorias que tudo podem e tudo decidem sem necessidade de diálogo. O voto no Bloco pode permitir que a Câmara Municipal tenha uma composição mais plural e que na Assembleia Municipal o Bloco possa ter mais do que um elemento, para que o trabalho e a atuação política seja reforçada.

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Jóni Ledo, de 29 anos, é natural de Vila Flor, onde fez o seu percurso académico até terminar o secundário. Entrou para a UTAD em 2008, onde se licenciou em Psicologia. De seguida, concluiu o Mestrado em Psicologia da Educação na mesma instituição. Frequenta atualmente a Licenciatura em Economia. Deputado na Assembleia Municipal de Vila Flor pelo BE desde 2009, tendo sido reeleito em 2013 e 2017. É atualmente dirigente distrital e nacional do Bloco de Esquerda. É também ativista na Catarse | Movimento Social.

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