Dois mil e vinte será um ano de referência devido à pandemia da Covid-19 (Corona Vírus Disease – 2019) que deixou para trás toda uma esperança, pois os fortes impactos negativos causados pelo vírus, pelo medo e incerteza, fizeram-se sentir ao nível dos sistemas de saúde de todo o mundo, tendo o seu efeito criado externalidades negativas ao nível da sociedade e economia. O Corona e todos os fatores associados chegaram num momento muito delicado para todos os Países e locais deste mundo! Contudo, é importante lembrar que, antes de qualquer sinal de pandemia, o mundo capitalista já enfrentava a desaceleração da economia, que se encontrava em lenta recuperação. A guerra de preços do petróleo, entre a Rússia imperialista e a Arábia da família real Saudita, era uma realidade e, pior, a América racista aguentava Trump. Agora, em 2021, resta, ao conjunto de habitantes que se encontra a exercer uma profissão remunerada ou que procura emprego, tal como aos cuidadores informais, estudantes e reformados, continuar a lutar por um nível de vida melhor. Ao mesmo tempo, os partidos de esquerda, nomeadamente o Bloco, terão de continuar a analisar a dimensão social; ter como objeto de luta principal a defesa dos princípios da  democracia e os fenómenos económicos e sociais. Entre outros, a produção, o consumo, o desemprego, a família, a habitação, o direito e a justiça, que são fenómenos em causa, que têm implicações em vários níveis ou dimensões da realidade do nosso pouco parco País. A complexidade das nossas necessidades, que são ilimitadas, deverá ser atendida, obrigando o governo a ir ao encontro das necessidades dos portugueses, racionalizando os recursos de modo a obter-se o máximo benefício. O custo da alternativa, que tem de ser sacrificado, não poderá estar no lado do serviço nacional de saúde, na escola pública ou no emprego. Juntamente com os agentes económicos, o governo terá de combater a corrupção e facilitar o aumento da capacidade produtiva, da distribuição e da repartição de rendimentos promovendo, assim, de forma coerente, o consumo e a poupança das famílias e das empresas. A qualidade de vida! Portugal, País Presidente do Conselho da União Europeia, precisa de sair do estado de carência, que representa o mal-estar em que vivem mais de 17% dos portugueses. Há gente demais que vive com um rendimento abaixo do limiar de risco de pobreza, que não pode satisfazer as suas necessidades básicas. Outros tantos, e mais alguns, passam as favinhas do Algarve para pagar as dívidas, as próprias e a dos outros, aos bancos. Esta vergonha, que não é de hoje, tem de ser erradicada, pois, em pleno século XXI, há necessidades primárias e secundárias que ainda não são satisfeitas. No distrito de Viseu, por exemplo, ainda se morre devido ao custo económico (e não económico) de se viver em sociedade. Em Portugal, ainda se passa fome e frio. Todos sabemos: em termos relativos, as famílias e as empresas portuguesas pagam a eletricidade, os combustíveis e as comunicações mais caras da Europa… Em 2021, teremos de continuar a combater o fascismo (financeiro e económico) que perdura; para estabelecer uma atitude de cidadania, que englobe a força de trabalho, o capital e os recursos naturais;  que promova o equilíbrio entre consumidores, produtores e distribuidores, recriando os nossos setores de atividade económica.

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Nasceu e cresceu em Viseu, no seio de uma família com fortes raízes na cidade. Vive em Lisboa desde 2007 e desenvolve o seu trabalho como empresário em nome individual. É dirigente associativo desde muito novo, estando ligado à política, ao desporto e à economia.

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