As pessoas estão cansadas de só ver obras de 4 em 4 anos 

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É hábito e prática habitual das autarquias fazerem as obras prometidas só em ano de eleições locais. O objetivo é cativar o voto na fase final do mandato quando o novo ato eleitoral está mais próximo e a obra em questão ainda se mantém fresca na cabeça dos eleitores. 

Esta estratégia é seguida pelos dois partidos que habitualmente governam as Câmaras Municipais, PS e PSD, num processo que não é ético e que pouco a pouco vai descredibilizando a política local e consequentemente a política no geral.

As pessoas estão cansadas de ver só obras em ano de eleições e é necessário que a população comece a penalizar estas políticas. A interação com a sociedade e com o eleitorado exige-se permanente para evitar populismos e desvios xenófobos e racistas. 

A Câmara Municipal de Carregal do Sal é um claro exemplo disso: 

  •  Desde que o Bloco de Esquerda foi eleito para a Assembleia Municipal, em 2017, que a narrativa do Executivo do Partido Socialista é a de não endividar a autarquia como o fez a gestão PSD que governou o concelho durante décadas.
  • No último ano, o Executivo Municipal do PS pediu alguns empréstimos para colocar nas ruas os vários projetos que ainda estavam na gaveta. O Bloco votou a favor dos empréstimos, já que nunca concordou com a estratégia “puritana” de não endividamento da autarquia, que nada mais serviu para o PS atacar o PSD. Há obras necessárias em que é imprescindível aceder a créditos bancários. 
  • Se estiverem atentos, nos últimos tempos o site e as redes sociais institucionais da Câmara Municipal não passam de um local de propaganda de obra feita. 

Alguns dirão que a obra feita é sempre bem-vinda, mesmo que seja no fim do mandato. Também acredito que vale mais ter uma obra feita do que não tê-la, mas também nos cabe a nós, como eleitores, avaliar se esta estratégia seguida pelas autarquias é ética, moral e se realmente a população merece esperar 4 anos para ver algumas das promessas feitas.

Como referi, esta atitude ajuda a descredibilizar ainda mais a política local e nacional. As pessoas merecem que seja feita uma política de proximidade, uma política constante e coerente, uma política que esteja sempre perto das pessoas. As pessoas merecem uma política de verdade e não verem-se envoltas em estratégias puramente eleitoralistas como se só fossem números.

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Diego Enrique Rodrigues Garcia, nasceu no dia 1 de Agosto de 1992 em Ourense, na Galiza. Desde 2009 que reside continuamente em Portugal, na região da Beira Alta.
Ativista social e independentista galego, está ligado ao movimento associativo na área ambiental, do bem-estar animal e da juventude. Dirigente do Bloco de Esquerda no distrito de Viseu
Atualmente a realizar uma licenciatura em Estudos Europeus na Universidade Aberta.

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