Sobre um Orçamento do Estado que demite equipas inteiras nos Hospitais e um Governo que não quer romper com as amarras laborais da troika

Resultados legislativas 2019
Resultados legislativas 2019

A sociedade civil dá sinais claros que é necessário muito mais de um Orçamento do Estado e de um governo socialista.

Para além das várias greves agendadas para o mês de Novembro, temos visto ao longo das últimas semanas a demissão de chefias inteiras em muitos hospitais do país.

A função pública e também alguns setores privados já agendaram greves ao longo do mês de Novembro. Ao fim de contas, depois de anos e anos de congelamento de salário, a função pública vai ter um aumento de 0,9%, o que representa um aumento de 9 euros num salário de 1000. 

As amarras colocadas pela troika à questão laboral continuam intactas e o PS não lhes quer tocar, amarras estas que prejudicam, sobretudo, os trabalhadores do setor privado.

É óbvio que o Bloco procure compromissos para além do orçamento para viabilizar o orçamento.

No último orçamento em que o Bloco votou a favor, o de 2020, ficaram 7 mil milhões de euros por executar. Assim acontece, por exemplo, com a verba para implementar um programa nacional dos cuidadores informais, que já vai com três orçamentos seguidos com 30 milhões de verba que praticamente nunca é gasto.

A percentagem de votos do PCP e o Bloco em 2019 fazem metade da percentagem de votos do PS, que sendo minoritário, governa como se tivesse a maioria. A intransigência do PS só prejudica o país.

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Diego Enrique Rodrigues Garcia, nasceu no dia 1 de Agosto de 1992 em Ourense, na Galiza. Desde 2009 que reside continuamente em Portugal, na região da Beira Alta.
Ativista social e independentista galego, está ligado ao movimento associativo na área ambiental, do bem-estar animal e da juventude. Dirigente do Bloco de Esquerda no distrito de Viseu
Atualmente a realizar uma licenciatura em Estudos Europeus na Universidade Aberta.

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