Foto por Sharon McCutcheon | Pixabay

Se há uma combinação que promove, e bem, o orgulho LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgéneros, Intersexuais mais o mundo inteiro), a representação de muitas pessoas, sejam elas quem forem, é o sistema capitalista… Os utópicos, que configuram a sociedade ideal, sem qualquer tipo de plano, terão – por mais que lhes custe – ceder ao facto de o capitalismo permitir tal luta entre géneros. Por tudo o que se pretende, nós, socialistas, devemos consentir esta ambiguidade para continuarmos a ganhar espaço neste duelo que confronta pessoas que não toleram a liberdade do ser com todos os outros. Connosco, gente adversa à opressão e à homofobia. A marca LGBTI+ tem conseguido representar todas e todos que amam pessoas do mesmo sexo, nesta sociedade que ainda não permite a vida libertária. Num mundo globalizado, repleto de inovações e ideias, ainda há massas que não permitem o pensamento individual. Sendo assim, para o reforço dos direitos LGBTI+ não basta realçar a diferença, pois todos os dias são dias em que é preciso lembrar que milhares de membros da comunidade são ameaçados de morte; que centenas de pessoas são vítimas de crimes violentos que, de uma maneira geral, desorientam, criam sentimentos de solidão e estados de choque. Apesar de a vítima ser o alvo de tais bestialidades, familiares, amigos e o mundo sentem na pele tais crimes. É por isso que temos de continuar a lutar por esta causa, de forma inovadora… A construção e o fortalecimento desta ação deverão agregar todos os valores de confiança, de identidade e de propósito. Nada melhor do que a palavra “amor” para criar um diálogo de proximidade com a sociedade; com os viseenses. Quando participei na primeira marcha do orgulho LGBT+ senti que se marchou por todas as pessoas do mundo! Senti-me bem, porque tive a sensação de que as pessoas tinham um sonho, um plano para criar um mundo melhor! É por isso que eu acho que esta marca é muito forte; estando as pessoas envolvidas a criar valor para irem ao encontro das necessidades da sociedade que ainda reprime, mas que começa a estar farta de indivíduos malvados e de tantos outros que se limitam a andar, tal como ovelhas, ao sabor do vento frio das manadas. A luta deve lembrar, todos os dias, que todas e todos, sejam lá quem forem, não devem ser expostas e expostos a qualquer espécie de policiamento; a regras que inibem o desenvolvimento humano. Que promovem a destruição do meio ambiente. A sociedade viseense – reacionária por natureza – tem de conseguir tal capacidade, para promover os princípios da realidade e do prazer. A marca LGBTI+ tem de continuar a luta contra a repressão. Contra todos os males do mundo: a fome, o desemprego, as guerras, a destruição da natureza, o fascismo, o racismo. Temos de eternizar a luta – que deve ser de todas e de todos – a favor das pessoas.

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Nasceu e cresceu em Viseu, no seio de uma família com fortes raízes na cidade. Vive em Lisboa desde 2007 e desenvolve o seu trabalho, como consultor financeiro, no projeto Anytime Consulting. É dirigente associativo desde muito novo, estando ligado à política, ao desporto e à economia. Na luta do dia a dia tem avançado superando os fracassos, tendo em conta que o carácter de cada homem é mediador da sua “sorte”.

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