2ª Marcha Anti-Troika | Foto de Pedro Ribeiro Simões | Flickr

Quando os trabalhadores não estão colaborantes com um governo de esquerda toda a ação governamental pode ser questionável. Por que motivo, passados quarenta e cinco anos do vinte e cinco de abril, as pessoas continuam a protestar contra atitudes fascistas e neoliberais? Por que razão os militares de abril são chamados a anular greves legais? Por que causa se aliena a economia nacional? Por que se “desvaria”? Desde que as administrações executivas permitiram transferir parte do valor estratégico do Estado para os balancetes das ditaduras chinesas e americanas e para as folhas de excel de fundos financeiros sem rosto, Portugal consentiu que tais poderes económicos deixassem de poder ser criticados, permitindo – entre outras políticas antieuropeias – o esbanjamento de dinheiro mal parado (sistema financeiro) e a dissipação de influência mal intencionada sobre os portugueses (ideias políticas e económicas capitalistas que defendem a não participação do estado na economia)! Com tal permissão, certos Líderes do mal, tal como Jimping, Trump, Kapito e Fink, têm ordenado “a aquiescência perante a sua própria política internacional” (Stein Ringen – ditadura perfeita: china no século XXI)… Para além destas cobardes realidades, o nosso País continua a registar uma dívida pública elevada, que faz questão de se manter acima dos 120% do produto interno bruto (no final de 2018, a dívida pública situou-se nos 244,9 mil milhões de euros, aumentando 2,1 mil milhões de euros em relação a 2017. No final de 2019, estima-se uma dívida de 251 mil milhões de euros). Particularidades que obrigam a marca de outrora ser nota futura: se o governo não divergir das políticas impostas pela atual união europeia, agora, refém do fascismo neoliberal, Portugal não se livrará do Fundo Monetário Internacional (FMI). Protetorado como está, o País continuará “escravo” de um serviço agiota de dívida que ordena juros acima do razoável, com valores satânicos: mais de 7.000.000,00€ por ano. Caso os Governos de esquerda continuem a não optar pela via da renegociação da dívida (há que voltar à carga), por mais que se fale ou se escreva, a economia portuguesa, que já foi nacional, não conseguirá iniciar a estratégia que vinte e cinco de abril pretendeu: um projeto socialista assente no reforço do crescimento económico e na distribuição justa da riqueza gerada. Se o regime político vigente não optar por alternativas, por uma região segura e protegida onde os cidadãos possam viver livremente; por uma zona europeia fortemente estruturada, próspera e sustentável, que promova o crescimento continuado, com um mercado forte, onde se combata o desemprego e o emprego precário e a discriminação e a exclusão social e a pobreza, a economia portuguesa (e europeia) continuará débil e sem capacidade para gerar excedentes que atenuem a tal dívida que nos rouba tempo e qualidade de vida. Para concluir, e porque sou de contas certas, deixo mais duas notas gastas: (1ª) as medidas de apoio ao sistema financeiro português tiveram grande reflexo na tal dívida pública (endividamento acumulado da administração pública) e (2ª) apesar de ser uma filiada da Organização das Nações Unidas (ONU), o FMI é um Fundo que financia guerras civis por todo o mundo. É por isso que a pergunta de partida não deixa de ser eterna e pertinente: será possível crescer apesar da austeridade?

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Nasceu e cresceu em Viseu, no seio de uma família com fortes raízes na cidade. Vive em Lisboa desde 2007 e desenvolve o seu trabalho, como consultor financeiro, no projeto Anytime Consulting. É dirigente associativo desde muito novo, estando ligado à política, ao desporto e à economia. Na luta do dia a dia tem avançado superando os fracassos, tendo em conta que o carácter de cada homem é mediador da sua “sorte”.

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