Este produto de informação, que é diferente de qualquer mercadoria física, trará organização que será diferente de todas as outras! Imagino que este site (com conteúdo direcionado), ao fazer parte de um sistema ilimitado (digital) que tem mudado tudo e que está a revolucionar a economia dominante, e que aos poucos começou a dar cabo dos oligopólios que gerem a terra, o trabalho e o capital, levar-nos-á para outra dimensão. Se tudo correr como esperado, suponho que o Interior do Avesso será mais uma, entre tantas outras, autoridade do mundo digital (só em Portugal há sete milhões de presenças). Conjeturo que nem Almeida Henriques, nem outro qualquer autarca, com poder a mais; ou um qualquer dono disto tudo, nos obrigará a eliminar expressões que nos levarão a todo o lado. Mais: ao contrário do que perpetuam as diversas religiões, que convencem os mortais que há um ser invisível que mora no céu, que vigia tudo e todos e que tem uma lista especial de dez coisas que ele não quer que façamos e que, caso as façamos, iremos parar um lugar terrivelmente profundo cheio de fogo, fumo, tortura e sofrimento, neste world wide web (adoro estrangeirismos)

escreverei livremente o que me vai na “alma” sem, contudo, impor a autoridade como a verdade.

Disto isto, conclui-se que é um privilégio fazer parte deste projeto que poderá chegar a qualquer miúda ou miúdo que poderá ler tais conteúdos a partir de um smartphone e descobrir que o mundo é maior do que a região demarcada do Dão; que a economia em rede é socialista e que existe para, democraticamente, desenvolver todo o mundo (oito biliões de pessoas), todos os continentes e Países, Portugal e a região de Viseu (cerca de cem mil pessoas). Como qualquer rapaz ou rapariga, no mundo digital, podemos avisar, por exemplo, que em Viseu há um défice crescente de participação dos cidadãos nas questões relacionadas com a governação local, não só pela constatação de menor participação nas eleições autárquicas (em 2017 a abstenção foi de 41%), como também devido ao fraco envolvimento das mulheres e dos homens nos órgãos municipais, como a assembleia municipal e as assembleias das juntas de freguesia.

Devido à facilidade de produzir e reproduzir informação, qualquer sénior saberá que os cidadãos não se queixam por medo de represálias ou por acharem que as queixas vão ser meras inconsequências.

Qualquer pessoa saberá que, por incrível que pareça, a assembleia municipal de Viseu junta os eleitos por lista e os presidentes das diversas freguesias da cidade, que participam por união íntima e com direito de voto. É por estas e por outras que neste site, que é de esquerda, devemos denunciar este e outros esquemas da direita “salazarenta” para não continuarmos a progredir na direção da nossa própria destruição: no arrasamento do interior…

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Nasceu e cresceu em Viseu, no seio de uma família com fortes raízes na cidade. Vive em Lisboa desde 2007 e desenvolve o seu trabalho, como consultor financeiro, no projeto Anytime Consulting. É dirigente associativo desde muito novo, estando ligado à política, ao desporto e à economia. Na luta do dia a dia tem avançado superando os fracassos, tendo em conta que o carácter de cada homem é mediador da sua “sorte”.

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