Aproxima-se um novo exercício eleitoral, nova afirmação e confirmação plena da democracia e da sua liberdade. Cientes destas duas grandes conquistas, muitos haverá que no próximo dia seis de Outubro irão conscientemente deslocar-se às secções de voto para usarem da sua palavra e exercerem o seu direito e dever cívico, outros, refugiando-se em falsas retóricas aliadas a pânria e bacoco desinteresse deixarão, novamente, o seu futuro em mãos alheias e passarão mais quatro anos em queixume na sua inépcia e inércia.

Sobre a questão da utilidade e importância de participar nos actos eleitorais, e fazer uso do que é um direito e dever, já falei aqui, aquando da eleição para o Parlamento Europeu. A relevância da participação nessas eleições, que aí ressaltei para o Interior, torna-se agora premente numa conjuntura que de europeia passa a nacional. Portanto, não me quero tornar maçador, insistindo reiteradamente no assunto, até porque já aqui, na semana passada, o Jóni falou muito bem sobre este tema.

Assim, deixo apenas um pequeno apelo; que todos nos lembremos de que está nas nossas mãos não deixar as escolhas que podem decidir o nosso futuro incidir apenas no voto de outros e no nosso desinteresse, é um direito moral e fundamental da nossa liberdade não deixar que outros escolham por nós. Pela justiça, pelos serviços públicos, pela coesão territorial, por um Portugal de todos os portugueses, no próximo dia seis de Outubro: Não te durmas, vai às urnas!

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Nasceu em Macedo de Cavaleiros, Coração do Nordeste Transmontano, em 1983, onde orgulhosamente reside. Licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas, publicou poemas e artigos na extinta fanzine “NU” e em blogues, antes de editar em 2015 o livro-objecto “Poesia Com Pota”. Defensor acérrimo da regionalização foi deputado municipal entre 2009-2013.
Este autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico.

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