A Castanea Sativa, ou castanheiro, foi introduzido na Europa há três mil anos e é hoje considerada uma espécie autóctone na Serra da Estrela.
Os frutos do castanheiro são os aquénios (castanhas) e possuem uma cúpula que os envolve até à maturação (ouriço).
Devido ao seu teor em hidratos de carbono, as castanhas foram durante séculos um importante alimento das populações de toda a Europa (incluindo a região Norte da Península Ibérica), tendo sido um alimento essencial para os peregrinos nos caminhos portugueses de peregrinação a Santiago.
No século XVII, a castanha chegava mesmo a substituir as batatas e o pão, e eram o elemento principal da alimentação beirã e transmontana.
Sobre este fruto conta-se que fazia parte da dieta Romana, sendo que os soldados se alimentavam de um puré de castanha antes dos combates. Conta-se ainda que Alexandre o Grande, terá plantado castanheiros em toda a Europa ao longo das suas campanhas ou que o exército grego sobreviveu durante a sua retirada da Ásia menor devido às suas reservas de castanhas.
A castanha pode ser consumida de muitas e variadas formas: sob a forma de farinha (pão, bolos, etc.), sopas, assada, cozida ou até crua.
E lá diz o povo: ”Cruas, assadas, cozidas ou engroladas, com todas as manhas, bem boas são as castanhas.”
Outros artigos deste autor >

O Movimento Estrela Viva é um grupo informal de cidadãos com ligações à Serra da Estrela e regiões limítrofes que surgiu após os incêndios de outubro de 2017, e que se afirma laico, apartidário e sem fins lucrativos. Tem a missão de proteger e valorizar o território através de ações de preservação da natureza e de desenvolvimento do meio rural (promoção de produtos endógenos, valorização das comunidades, preservação de valores e tradições), sustentadas em modelos colaborativos e de cooperação com parceiros locais, na capacitação dos cidadãos e segundo uma lógica de desenvolvimento sustentável.
Facebook
Instagram

Deixe o seu comentário

Skip to content