Vivemos numa era onde nos ensinaram que estar na moda, significa mudar de guarda roupa como quem muda de cuecas. E por vezes damos por nós a sentir, que a cada renovação de peças de roupa, renovamos a nossa alegria e o nosso bem estar.
Mas para podermos consumir assim, precisamos comprar produtos baratos e de origens duvidosas. Todos nós sabemos que este setor é dos que mais explora adultos e crianças, mas isso é lá para os lados do Bangladesh, da Turquia ou algo que o valha (*). Está lá bem longe…e o que os olhos não vêm, o coração não sente, não é?
Mas além disso, há também o custo para o planeta. A indústria têxtil é a segunda mais poluente do mundo! Não só porque cerca de 80% das fibras utilizadas não são recicláveis, mas porque uma simples t-shirt feita de algodão convencional gasta pelo menos 2700L de água (**).
E com o ritmo desenfreado de consumo que vivemos, podemos facilmente calcular o impacto que isto causa no ambiente.
Por vezes temos a tendência para trocar as peças antigas por outras que até podem ser mais sustentáveis, e manter assim o consumo desenfreado, mas ao mesmo tempo, sentir a consciência mais leve por serem produtos mais sustentáveis.
O problema, é que mesmo os produtos mais sustentáveis, também têm um peso para o ambiente (e para a carteira no final do mês) e por isso, precisamos de REDUZIR! E se não puder ser no consumo desenfreado, então que seja na fonte onde se consome.
Para estar na moda e ter peças “novas” no guarda roupa, não significa que tenhamos de estar sempre a comprar mais e mais. Podemos simplesmente trocar. Trocar com os amigos, em sites próprios para o efeito, etc. E isto faz todo o sentido, pois mantemos os produtos em circulação durante mais tempo, poupamos recursos, poupamos dinheiro e estamos sempre na moda. No final, é isso que importa, certo?
Existem vários projetos que potenciam a troca de roupa (agora parados por causa da pandemia) mas deixamos ficar aqui alguns para que conheçam um pouco mais:

Se na tua zona não há, considera criar um (após a pandemia passar claro)!

 

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O Movimento Estrela Viva é um grupo informal de cidadãos com ligações à Serra da Estrela e regiões limítrofes que surgiu após os incêndios de outubro de 2017, e que se afirma laico, apartidário e sem fins lucrativos. Tem a missão de proteger e valorizar o território através de ações de preservação da natureza e de desenvolvimento do meio rural (promoção de produtos endógenos, valorização das comunidades, preservação de valores e tradições), sustentadas em modelos colaborativos e de cooperação com parceiros locais, na capacitação dos cidadãos e segundo uma lógica de desenvolvimento sustentável.
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